
Ao contrário da versão que Ridley Scott recentemente assinou do lendário Robin Hood - confirmando a força inigualável do clássico de Michael Curtiz -, Joe Johnston comprova que é possível recriar uma personagem adaptada um sem-número de vezes ao cinema e, ainda assim, superar em intensidade dramática e qualidade estética a obra na qual se inspira, a saber: "O Homem Lobo", realizado por George Waggner, em 1941.
Lawrence Talbot regressa a casa para investigar as circunstâncias misteriosas que envolveram a morte do seu irmão. Numa noite de lua cheia, junto a um acampamento cigano, é atacado por uma estranha criatura: precisamente, um homem lobo. A partir desse momento, Talbot passa a sofrer de uma maldição que parece assolar a sua família. Mais não revelo, uma vez que o filme de Johnston promete uma série de novidades em relação ao clássico de Waggner, que contribuem para dar mais espessura e sentido dramático à película.
A realização é irrepreensível (Johnston não filmava assim desde "Parque Jurássico III"), a fotografia deslumbrante reforça o ambiente pleno de romantismo, o argumento não deixa pontas soltas e as interpretações são superlativas (com destaque para Anthony Hopkins no papel do patriarca demoníaco). A película acaba de ser editada em DVD e recomenda-se.
Trailer de "O Lobisomem", de Joe Johnston
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