Dezembro é um mês diferente, o mais cruel, dizem alguns. Leva o Outono e, num repente, lembra-nos que já estamos no Inverno. Paradoxalmente, celebra o Amor incondicional, aquele que vincula pais e filhos (ou não fosse o Natal a celebração da Natividade), mas obriga-nos a repensar aquilo que fizemos/realizámos/concretizámos/escolhemos durante o ano prestes a findar. É por isso que no dia 31 de Dezembro se prepara de forma vívida o novo ano e, à meia-noite, abrem-se as garrafas de champanhe, comem-se doze uvas-passas e pedem-se doze desejos. Esperamos que no ano que começa sejamos mais corajosos, lutadores, coerentes, melhores do que éramos no ano anterior. Todavia, esquecemo-nos que o melhor princípio de mudança interior é aceitarmo-nos nas potencialidades e limitações, reconhecermos introspectivamente o que temos de melhor e pior, virtudes e defeitos. A partir dessa consciencialização, devemos agir responsavelmente, tendo em conta que a liberdade é a capacidade de escolher dentro dos limites que nos são impostos (biológicos, sociais, culturais, económicos, políticos...). Acima de tudo, viver e deixar viver, essa é uma máxima universal, um imperativo categórico do qual nunca nos devíamos afastar. Até porque, como diz o ditado, tristezas não pagam dívidas.
Ideias, opiniões, gostos, prazeres, fruições, sensibilidades e rotinas serão aqui registadas.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Dezembro

Dezembro é um mês diferente, o mais cruel, dizem alguns. Leva o Outono e, num repente, lembra-nos que já estamos no Inverno. Paradoxalmente, celebra o Amor incondicional, aquele que vincula pais e filhos (ou não fosse o Natal a celebração da Natividade), mas obriga-nos a repensar aquilo que fizemos/realizámos/concretizámos/escolhemos durante o ano prestes a findar. É por isso que no dia 31 de Dezembro se prepara de forma vívida o novo ano e, à meia-noite, abrem-se as garrafas de champanhe, comem-se doze uvas-passas e pedem-se doze desejos. Esperamos que no ano que começa sejamos mais corajosos, lutadores, coerentes, melhores do que éramos no ano anterior. Todavia, esquecemo-nos que o melhor princípio de mudança interior é aceitarmo-nos nas potencialidades e limitações, reconhecermos introspectivamente o que temos de melhor e pior, virtudes e defeitos. A partir dessa consciencialização, devemos agir responsavelmente, tendo em conta que a liberdade é a capacidade de escolher dentro dos limites que nos são impostos (biológicos, sociais, culturais, económicos, políticos...). Acima de tudo, viver e deixar viver, essa é uma máxima universal, um imperativo categórico do qual nunca nos devíamos afastar. Até porque, como diz o ditado, tristezas não pagam dívidas.
Votos de um ano de 2010 pleno de Luz.
"December" - The Waterboys
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Novembro

Adoro o mês de Novembro, na sua serena anunciação do Inverno, na calma tumultuosa da tempestade, no frio que aperta lembrando-nos que o afinal já é Outono. Sim, cada vez mais, Novembro é o mês do Outono, da queda das folhas que oferecem a sua tonalidade dourada à paisagem. As ruas molhadas convidam-nos a passear, muito mais que no Verão. Talvez por nos convidarem ao abrigo dos cafés, das lojas e do conforto do lar. Sim, gostamos mais do convívio quente, do calor afectivo do lar quando lá fora está frio. Mas para reconhecermos o valor da casa onde pertencemos é necessário sair, andar nas ruas, apreciar o que se produziu após mais um dia de trabalho, sentir a chuva molhar-nos o rosto, apertarmos o casaco, passarmos pela padaria mais próxima, sentirmos o cheiro a pão quentinho e desejarmos estar de novo em casa.
Novembro foi um bom mês. O novo GAEDE, finalmente, começa a ganhar a sua própria identidade; a Patrícia esteve por cá com boas novas de Londres; as ruas e casas começaram a iluminar-nos com as decorações de Natal; estreou a nova aventura de Robert Zemeckis - "Um Conto de Natal" -, que resultou em mais uma prodigiosa animação do realizador, com o seu jogo de sombras e a soberba interpretação de Jim Carrey (o maior actor americano dos últimos 15 anos?); Paddy McAloon regressou com um novo velho disco dos Prefab Sprout, gravado e executado totalmente por si no início da década de 90 do século passado, mas que só agora viu a luz do dia - "Let's Change The World With Music" -; e amanhã já é Dezembro.
sábado, 31 de outubro de 2009
Outubro

...e terminou Outubro. Um dos mais belos meses do ano (os outros são Novembro e Dezembro). Todavia, do Outono ainda não temos muitos sinais. Houve alguma chuva, pequenas oscilações de temperatura, mas nada de especial. Este Outubro tímido - um Outubro que ainda não se fez Outono - faz-me sentir saudades do tempo em que as quatro estações do ano assumiam a sua condição. Esperemos que isto não seja um (mau) sinal dos tempos, mas apenas um ano mais quente que o costume.
De resto, foi um mês com muito trabalho, eleições autárquicas que não ajudaram a esquecer a decepção dos resultados das legislativas, um novo e belíssimo disco dos Marillion ("Less is More"), dois bons filmes de ficção científica ("Distrito 9" e "Os Substitutos"), uma noite cheia de risos e humor old school ("Aqui Há Fantasmas!"), o convite para participar com o GAEDE no CALE-se 4 (Festival Internacional de Teatro Amador), a participação no Levanta-te e Actua pela erradicação da pobreza extrema, a colaboração no lançamento do novo livro de Rui Fonseca ("No Profundo da Alma Lusitana"), as caminhadas matinais ao Domingo com um amigo de longa data, a estreia das Escolas A do Oliveira do Douro (onde joga o meu filho) com uma vitória por 17-0 contra o Gulpilhares... Ah! E o meu irmão hoje faz anos, ainda por cima um número bem redondo e bonito - um 4 e um 0. Parabéns, Tomané!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Setembro

Com Setembro terminaram as férias, acabou o Verão, começou mais um ano de trabalho, regressou o Outono, famílias reencontraram-se para o ritual das vindimas, a campanha eleitoral e o circo das arruadas não deixaram saudades, as eleições legislativas não troxeram nada de novo, a ânsia por novas músicas, livros e filmes ressurgiu, antigos alunos foram reencontrados, deram-se a conhecer novos rostos que parecem transportar no rosto marcas de eterna juventude, o drama de ter que (mais uma vez) reconstruir o GAEDE, os sábados de manhã voltaram a ser ocupados com os jogos de futebol do Tomás...
Com o Outono um novo ciclo começa. Ou como diz o outro, é preciso mudar para que tudo fique na mesma.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Agosto

Do mês que agora cessa fica a recordação de mais uma (calma) silly season. Com Setembro anuncia-se o fim do Verão e a promessa de um novo Outono. Fica a memória do calor, do brilho intenso do sol, da luz de amanheceres convidativos, do prazer de viver, de boas leituras, jogos na praia e mergulhos no mar.
Agora, retemperados, há que seguir em frente. Venha Setembro!
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