O furacão Matthew deixou um rasto de destruição nas Caraíbas, destruindo milhares de casas e inundando dezenas de localidades no Haiti, Bahamas e Cuba. O martirizado Haiti, ainda a recuperar do gravíssimo terramoto de 2010, foi o que mais danos materiais e humanos sofreu com a passagem do furacão: mais de um milhão de pessoas deslocadas e cerca de mil mortos. Muitas vítimas morreram soterradas nas habitações precárias destruídas pelo vento (com rajadas superiores a 230 Km/h) ou arrastadas pelas enxurradas que causaram inundações na ilha.
Ideias, opiniões, gostos, prazeres, fruições, sensibilidades e rotinas serão aqui registadas.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O Haiti também somos nós (3)

O Instituto Haitiano do Bem-Estar Social, entidade responsável pelas adopções no Haiti, denunciou recentemente a existência de tráfico de crianças no país desde a data do sismo. Neste sentido, as crianças devem ser, neste momento, a principal preocupação das autoridades internacionais. Elas são o elemento mais frágil desta tragédia humana, pelo que sabendo das atrocidades de que alguns seres humanos adultos são capazes, temos a obrigação de as proteger e dar-lhes a oportunidade de ainda terem uma infância, dentro do possível, saudável. Estejamos atentos!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O Haiti também somos nós (2)
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De acordo com Duda Teixeira, jornalista da revista Veja, "se não fossem os Estados Unidos, a hecatombe no Haiti teria consequências ainda mais devastadoras. Nenhum outro país teria condições de fazer tanto em tão pouco tempo".
Os americanos enviaram 20 mil soldados para assumir o coração da ajuda humanitária: desobstruir as vias de acesso e distribuir comida. Mas esta presença gerou inveja em governantes de outros países. Os mesmos que, mais uma vez, não conseguiram disfarçar os sentimentos antiamericanos.
Citando o mesmo repórter, "houve atrasos inexplicáveis e outras complicações desesperadoras, mas se alguém estiver no meio de um desastre épico e puder escolher quem irá ajudar, vai preferir Barack Obama ou Hugo Chávez?"
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O Haiti também somos nós (1)

O terramoto no Haiti não é surpreendente. A Ilha Hispaniola, com o Haiti a leste e a República Dominicana a ocidente, é uma das zonas sismicamente mais activas do Planeta. É o local de embate de três placas tectónicas, as norte e sul-americanas, e a caraíbica. A norte-americana move-se para ocidente, em relação às Caraíbas, a dois centímetros por ano. Na região do Haiti, as suas placas embatem uma contra a outra e a tensão criada resulta em falhas e fissuras na crosta terrestre. O terramoto de 12 de Janeiro deu-se numa dessas fissuras.
No entanto, a gravidade da situação está intrinsecamente ligada à pobreza do país. A apenas 90 minutos de voo de Miami, o país das Caraíbas é o mais pobre da América Latina e do Hemisfério Norte. Mais de metade dos quase dez milhões de haitianos ganha menos de um dólar por dia. Enquanto os turistas procuram a República Dominicana, quase nenhum se atreve a entrar no Haiti. Os distúrbios nas ruas, devido à fome, têm afastado os turistas e, assim, o dinheiro. Por fim, durante a crise alimentar de há dois anos, quando um saco de 23 quilos de arroz passou subitamente a custar 70 dólares em vez dos normais 35, o conflito armado chegou às ruas. A violência na política também é uma tradição. Desde a sua independência, já houve 33 ditaduras...
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