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domingo, 16 de outubro de 2022

Estado da Nação (39) - Um Governo a governar-se a si próprio

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação (e putativo futuro primeiro-ministro), atribuiu dinheiros públicos a uma empresa da sua família.

Manuel Pizarro, ministro da Saúde, é casado com a bastonária da Ordem dos Nutricionistas e, até há uns dias, detinha uma empresa na área da Saúde.

Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, concedeu milhares de euros em fundos europeus a duas empresas do marido.

É a maioria socialista a reforçar que este é mesmo o País rosa.

domingo, 9 de outubro de 2022

Estado da Nação (38) - Cinismo republicano


"O Presidente é a voz dos que não têm voz. A nós compete-nos o que não compete a mais ninguém, que é encontrar soluções para os problemas."

António Costa, 05 de outubro de 2022

sábado, 8 de outubro de 2022

Estado da Nação (37) - Pois, temos pena...

"O meu marido perdeu uma fortuna. Do ponto de vista económico, a minha passagem pelo Governo foi uma tragédia (...). Um ministro não ganha para o que faz. Há uma exposição pública tremenda que afeta o próprio e as famílias."

Francisca Van Dunem, Ex-ministra da Justiça, Expresso, 7 de outubro de 2022

sábado, 17 de setembro de 2022

Estado da Nação (36) - O Portugal de Costa, Família e Amigos no top ten... da pobreza


A pandemia fez subir para 2,3 milhões os portugueses em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a 22,4% da população. Entretanto, os dados divulgados ontem pelo Eurostat confirmam este agravamento, indo até mais longe: mostram que Portugal passou a ser o oitavo pior da União Europeia na lista de países com maior risco de pobreza ou exclusão social em 2021.

Convém não esquecer, no entanto, que este é o país que, no início deste ano, quis dar ao PS maioria absoluta para (des)governar. 

domingo, 13 de junho de 2021

Estado da Nação (35) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (7)


É mesmo bom ser socialista em Portugal. Aliás, nunca foi tão bom em quase 50 anos de convivência democrática. Senão vejamos.

O (des)governo de António Costa (AC) emprega o número-recorde de 1.259 boys. Entre assessores, adjuntos, técnicos especialistas, motoristas, secretários e pessoal administrativo, o atual Executivo gasta anualmente mais de 73 milhões de euros com os gabinetes de 70 (des)governantes. Só AC tem 10 assessores, 10 adjuntos e técnicos especialistas, 11 motoristas e 8 secretários pessoais. São 40 colaboradores que representam um encargo mensal de 140 mil euros. 

Haja tributação fiscal que suporte todos estes encargos do Estado socialista.

sábado, 12 de junho de 2021

Estado da Nação (34) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (6)


Vale a pena ler a Resolução do Conselho de Ministros nº 70/2021, que "determina a realização das comemorações da Revolução de 25 de Abril de 1974 e cria a estrutura de missão que as promove e realiza". Talvez porque, como reconhece a Resolução, "a maioria da população portuguesa já nasceu depois da Revolução, e estando próximos de cumprir mais anos em democracia do que aqueles que durou a ditadura", a Resolução permite-se materializar ao abrigo da lei a utopia socialista. São só jobs for the boys

Para Presidente da Comissão Executiva das comemorações do 50º aniversário da dita revolução, o (des)Governo de António Costa nomeou o comentador socialista Pedro Adão e Silva (PAS), que é um boy, um arauto da ciência política nascido, precisamente, no ano da Revolução (um miúdo, portanto). 

PAS é a prova viva do pragmatismo socialista a que estamos habituados: quem semeia colhe. Este filho querido de Abril jogou sempre pelo seguro, passando PSD para o PS e envergando o trabalho sujo de defensor do Governo PS. Para além de um elevadíssimo salário (4,500 euros) ao longo de cinco anos e meio, PAS disporá ainda de ajudas de custo e de uma equipa de colaboradores, igualmente pagos.

PAS foi, recorde-se, um fervoroso defensor da honestidade de José Sócrates. O apoio ao modesto e íntegro senhor engenheiro ainda dá os seus frutos. Mas são só jobs for the boys num país que há muito se conformou - e aceita - o nepotismo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Estado da Nação (33) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (5)

Francisco José Ferreira, Adjunto do Secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se do cargo no dia 29 de julho deste ano. O motivo? Recomendou as empresas que forneceram as golas antifumo. Razão invocada pelo Governo de Costa? Não invocada. Por sinal, os portugueses não merecem saber a verdade.

Artur Neves, Secretário de Estado da Proteção Civil, demitiu-se do cargo no dia 19 de setembro último. O motivo? Foi constituído arguido. Razão invocada? "Motivos pessoais".

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Estado da Nação (32) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (4)

Armindo Alves, Adjunto do gabinete do Secretário de Estado do Ambiente, demitiu-se do cargo em 3 de abril de 2019. O motivo? O familygate. Foi nomeado pelo primo. Razão invocada? Não divulgada.


Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, demitiu-se no dia 4 de abril de 2019. O motivo? O familygate. Nomeou o primo para adjunto. Razão invocada? "O assunto pode prejudicar o Governo, o PS e o senhor primeiro-ministro".

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Estado da Nação (31) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (3)

José Azeredo Lopes, Ministro da Defesa da Geringonça, demitiu-se em 12 de outubro de 2018. O motivo? A trapalhada conhecida como caso de Tancos. Razão invocada? "Proteger as Forças Armadas".
Manuel Delgado, Secretário de Estado da Saúde, demitiu-se do cargo no dia 12 de dezembro de 2017. O motivo? As notícias que o ligavam à presidente da associação Raríssimas. Razão invocada? "Uma questão pessoal".

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Estado da Nação (30) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (2)

Jorge Costa Oliveira, Secretário de Estado da Internacionalização, demitiu-se do cargo no dia 9 de julho de 2017. O motivo? O caso Galpgate: pediu a constituição de arguido (motivo igual alegou João Vasconcelos, já falecido). Razão invocada pelo próprio? "Não prejudicar o Governo".

Fernando Rocha Andrade, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, demitiu-se do cargo no dia 9 de julho de 2017. O motivo? Pediu a constituição de arguido no caso Galpgate. Razão invocada pelo próprio? "Não prejudicar o Governo".

domingo, 29 de setembro de 2019

Estado da Nação (29) - Um País desgovernado por quem se governa a si próprio: o poder dos discípulos de Sócrates (1)

Rui Roque, adjunto para os Assuntos Regionais do primeiro-ministro, demitiu-se do cargo em 25 de outubro de 2016. O motivo? O despacho de nomeação referia que era licenciado, quando não era. Razão invocada pelo Governo de Costa? Não divulgada. Às vezes, para manter o Poder a todo o custo, é preferível assobiar para o lado e fazer de conta que nada se passou. 

Nuno Félix, chefe de gabinete do Secretário de Estado da Juventude, demitiu-se do cargo em 28 de outubro de 2016. O motivo? O despacho de nomeação referia ter duas licenciaturas, que, na verdade, não terminou. Razão invocada pelo Governo de Costa? Não divulgada. Às vezes, para manter o Poder a todo o custo, é preferível assobiar para o lado e fazer de conta que nada se passou.

sábado, 28 de setembro de 2019

Estado da Nação (28) - Cancro nos corredores

«Todos os dias a realidade acentua o carácter criminoso de um sistema político que gasta dinheiro em golas inflamáveis quando não o aplica na Saúde. Por estes dias, nove doentes com cancro, alguns em fase terminal, estavam arrumados no corredor do serviço de Medicina no Hospital de Santa Maria. O hospital, para lá de não ter quartos onde meter pessoas que vivem os últimos dias da sua vida, não dispunha de almofadas para lhes dar um conforto mínimo no sofrimento. Querem que celebremos o quê? O menor défice em democracia? Só se fosse de compaixão, humanismo e decência (...).»
Eduardo Dâmaso, Sábado (Editorial de 26 de setembro)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Estado da Nação (27) - Portugal democrático, um País desigual

A fortuna das 25 famílias mais ricas de Portugal equivale a 10% da riqueza nacional. De acordo com os números apresentados ontem pelo jornal i, 3849 milhões de euros é a fortuna avaliada da família Amorim, 1818 milhões de euros é a fortuna avaliada da família Alexandre Soares dos Santos, e 1463 milhões de euros é a fortuna avaliada dos herdeiros de Belmiro de Azevedo. "Entre os mais ricos estão, em quarto lugar, a família Guimarães de Mello, (...) com um total de 1456 milhões de euros. Segue-se António da Silva Rodrigues (...) na quinta posição, com uma fortuna avaliada em 1050 milhões de euros."

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Estado da Nação (26) - A coordenadora do BE a tratar os portugueses como idiotas

Ontem, Catarina Martins recuou naquilo que foram as suas posições sobre o caso Roubos, perdão, Robles. Em entrevista à RTP-3, assumiu "um erro de análise da comissão política" quando saiu em defesa do agora ex-vereador da Câmara de Lisboa e, qual Ministro da Defesa da geringonça, admitiu que apenas soube que o prédio de Robles existia pelas notícias. Sempre com o discurso pensado para branquear a imagem do colega de partido, a coordenadora do BE insistiu que este atuou com "lisura" e que "não existiu nenhum aproveitamento do cargo", embora reconheça que "havia uma opção da sua família que contrariava aquilo que seriam os princípios do Bloco". Todavia, o novo registo da atriz só surge passados quatro dias após o eclodir da polémica provocada pelo Jornal Económico ao noticiar que Ricardo Robles tinha comprado um imóvel por 347 mil euros a meias com a irmã em Lisboa, cujo investimento de cerca de 600 mil euros em reabilitação permitiu que uma imobiliária de luxo avaliasse o prédio em 5,7 milhões de euros. Caso tivessem conseguido vender o imóvel nos seis meses em que esteve no catálogo da Christie's, Robles e a irmã teriam mais-valias de vários milhões de euros.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Estado da Nação (25) - A gentrificação, segundo o Bloco de Esquerda

Ricardo Robles, vereador do Bloco de Esquerda (BE) na Câmara Municipal de Lisboa, comprou com a irmã um prédio em Alfama pelo valor de 347 mil euros, colocando-o à venda por 5,7 milhões na leiloeira mais in, a Christie's. Homem coerente e digno representante da esquerda caviar, em março de 2017, em entrevista ao site esquerda.net postulou o seguinte:

"Uma cidade como Lisboa não se pode reduzir a uma montra para turistas que expulsa habitantes. Não é possível repovoar o centro quando a esmagadora maioria das intervenções de reabilitação urbana é para hotéis de luxo ou premeia a especulação imobiliária."

Mais tarde, nesse mesmo ano, numa outra entrevista, desta vez ao blogue Leonismos, advoga o que passo a citar:

"A vida de quem cá vive piorou bastante no acesso à habitação, pois a procura de Lisboa, conjugada com a política dos vistos gold, provocou um aumento nos preços e na habitação que, literalmente, expulsa os lisboetas de locais onde antigamente habitavam."

É esta a ética da esquerda (pseudo)democrática em Portugal. Fosse um qualquer vereador de direita e o BE exigiria a sua rápida demissão, quanto mais não fosse sob o pretexto de que nem tudo o que é legal é eticamente aceitável. Alguém falou em incoerência? Ou hipocrisia?

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Estado da Nação (24) - Afetos interpartidários

Recentemente, no Parlamento, à afirmação de Fernando Negrão de que a geringonça "não está no coração dos portugueses", o primeiro-ministro jurou que "não só está no coração como na cabeça". Vai daí, Catarina Martins, atriz principal do BE, quis saber se a geringonça "continua no coração do Governo". E Costa, desempenhando agora o papel do amante cauteloso, replicou: "Não temos de pôr o pé no travão, mas temos de moderar a velocidade". Uma (tele)novela comovente!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Estado da Nação (23) - A igualdade de oportunidades, segundo o PS (2.1.)


O antecessor do atual autarca de Castelo Branco (cf. post de 22 de julho), Joaquim Morão (também do PS), está a ser investigado por suspeitas relacionadas com a gestão da Santa Casa da Misericórdia de Idanha-a-Nova, da qual é provedor há 20 anos. A investigação incide sobre a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados, obra no valor de 2,4 milhões de euros que foi adjudicada em 2010 à Constrope, uma empresa da qual o invejável amigo e financiador do engenheiro José Sócrates, Carlos Santos Silva, foi um dos donos. O curioso (e nada suspeito!) é que a concessão foi feita por ajuste direto, sem concurso público. E falamos apenas de 2,4 milhões de euros.

domingo, 22 de julho de 2018

Estado da Nação (22) - A igualdade de oportunidades, segundo o PS (2)

O Ministério Público está a investigar o atual Presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Guerra, do PS, por indícios de violação de diversas normas legais relacionadas com contratos públicos. O processo-crime, que corre no Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra, incide sobre contratos celebrados em 2013 entre o  município local e uma empresa pertencente ao pai, ao sogro e a um tio da mulher. Em causa estão também outros contratos firmados pelo município com outras empresas em que Luís Guerra tem interesses diretos e indiretos, tudo no valor de 94 mil euros.

sábado, 21 de julho de 2018

Estado da Nação (21) - a igualdade de oportunidades, segundo o PS (1)

O Tribunal Judicial de Braga condenou o antigo Presidente da Câmara, Mesquita Machado (do PS), a três anos de prisão (com pena suspensa, como convém), no processo relacionado com a expropriação do quarteirão das "Convertidas". Para o tribunal, Mesquita Machado teve intenção de favorecer patrimonialmente a filha e o genro, lesando o erário público.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Estado da Nação (19) - Portugal tem a terceira maior dívida da Europa

Segundo indicou há dias o Eurostat, a dívida pública em Portugal aumentou no primeiro trimestre do ano, tanto na comparação com igual período do ano passado como em relação ao trimestre anterior, equivalendo agora a mais do dobro do limite fixado de 60% do Produto Interno Bruto. Temos agora a terceira maior dívida pública da União Europeia (130,5%), logo a seguir à Grécia e à Itália.

Banda sonora para o (final de) Verão (47): "O Rapaz da Montanha" - memória e identidade na música de Rodrigo Leão

Em O Rapaz da Montanha , Rodrigo Leão regressa ao formato conceptual que atravessa grande parte da sua obra, desta vez numa dimensão assumi...