Ontem, Catarina Martins recuou naquilo que foram as suas posições sobre o caso Roubos, perdão, Robles. Em entrevista à RTP-3, assumiu "um erro de análise da comissão política" quando saiu em defesa do agora ex-vereador da Câmara de Lisboa e, qual Ministro da Defesa da geringonça, admitiu que apenas soube que o prédio de Robles existia pelas notícias. Sempre com o discurso pensado para branquear a imagem do colega de partido, a coordenadora do BE insistiu que este atuou com "lisura" e que "não existiu nenhum aproveitamento do cargo", embora reconheça que "havia uma opção da sua família que contrariava aquilo que seriam os princípios do Bloco". Todavia, o novo registo da atriz só surge passados quatro dias após o eclodir da polémica provocada pelo Jornal Económico ao noticiar que Ricardo Robles tinha comprado um imóvel por 347 mil euros a meias com a irmã em Lisboa, cujo investimento de cerca de 600 mil euros em reabilitação permitiu que uma imobiliária de luxo avaliasse o prédio em 5,7 milhões de euros. Caso tivessem conseguido vender o imóvel nos seis meses em que esteve no catálogo da Christie's, Robles e a irmã teriam mais-valias de vários milhões de euros.

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