Até ao final do ano, a inflação na Venezuela pode chegar a um milhão por cento, caso o (des)Governo de Nicolás Maduro continue a imprimir dinheiro para tapar o seu descomunal buraco orçamental. O aviso foi feito por especialistas do Fundo Monetário Internacional, que acrescentam que, com estes números, a economia venezuelana deverá encolher 18% em 2018.
Ideias, opiniões, gostos, prazeres, fruições, sensibilidades e rotinas serão aqui registadas.
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terça-feira, 7 de agosto de 2018
domingo, 24 de agosto de 2014
Novo Banco já é Lixo
A agência de notação Moody's atribuiu nota B3 à dívida sénior e B2 aos depósitos do Novo Banco, ambos em níveis de lixo, e com perspetivas de novos cortes de rating.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Camilo Lourenço, a História e a utilidade económica
Um colega de universidade chamou-me a atenção para um comentário de Camilo Lourenço sobre professores de História no qual afirma que estes não são necessários à economia.
Camilo Lourenço é um homem que tem feito carreira no comentário económico através de declarações provocadoras. Algumas, como esta, são infelizes; outras interessantes e acutilantes. (Num parêntesis, esclareço que apesar de nunca ter trabalhado com ele, fui publisher de uma revista - a Exame - de que fora diretor, pelo que posso dizer que a versão que por aí circula do seu afastamento por causa de um artigo sobre o BPN é... ficção).
Se Camilo tivesse estudado Humanidades, sabia que a utilidade não pode ser a medida de todas as coisas e conheceria as críticas ao utilitarismo. Ocorre-me, até, que caso seja economista, Camilo possa conhecer essas críticas. E isso torna as coisas piores, porque significa que ele foi levado a dizer o que disse não por desconhecimento - o que conduz àquele pensamento cristão, "Perdoa-lhe Senhor, que ele não sabe o que diz" -, mas por convicção, o que eleva o debate a um novo patamar.
O utilitarismo analisa as ações pela utilidade que têm ou virão a ter na produção de bem estar numa sociedade. Por exemplo, um utilitarista moderado dirá que os idosos produzem bem estar social através do exemplo, ou da integração social e da transmissão de conhecimentos e sabedoria. Já um radical - camilista? - dirá que um velho é um desqualificado porque já nada produz e só gasta dinheiro.
"Não pode ser. Mas um licenciado em História é qualificado só por que tem um canudo?" pergunta Camilo. E a resposta é sim. É qualificado porque o reconheceram como possuidor de um conjunto de conhecimentos (se bem ou mal é outra discussão). Claro que a qualidade do seu trabalho pode ser melhor ou pior, mas dizer que licenciados em História, ou em Filosofia, ou em Clássicas ou em Literatura não têm qualificação só por terem um canudo - uma vez que não "têm utilidade no mercado de trabalho", é o mesmo que dizer que um idoso não tem utilidade porque só gasta dinheiro e não produz nada (algo que lembrou a um senhor economista no Japão). Ou, como diz Camilo, "Não tem utilidade para a economia".
A Economia é importante, Camilo, claro que é. Mas o mundo é mais do que a Economia. A mera racionalidade económica, se não for compensada por aspetos como caridade/solidariedade; amizade/companheirismo/amor; coesão/camaradagem/vizinhança entre muitas outras categorias não económicas (ocorre-me também a boa educação), é inútil.
Como já demonstrou o suspeito licenciado em História Rui Tavares (ontem, num artigo no 'Público') acresce que os licenciados em História têm utilidade para a Economia. E os licenciados em Filosofia também. Muitas empresas, por todo o mundo, contratam quadros destes cursos porque o conhecimento da história e do pensamento permite às empresas evitar erros.
Por exemplo, Amos Shapira, o CEO da Cellcom,a maior empresa de Cabo nos EUA, diz literalmente isto: "O conhecimento que uso como CEO pode ser adquirido em duas semanas... A principal coisa que os estudantes têm de aprender é como estudar e analisar as coisas, incluindo a História e a Filosofia". O design da Apple deve-se a um curso de caligrafia de Steve Jobs. Grandes vendedores dos EUA vêm de cursos de letras e de teatro. Em França, caro Camilo, Filósofos dão consultas a dirigentes de empresas, para os ajudar a ultrapassar certos dilemas. A própria utilidade das Humanidades na Economia é indiscutível e é reconhecida por fontes insuspeitas como a Harvard Business Review.
Porque qualquer licenciado em Filosofia diria que a teoria do crescimento constante da Economia é anti-natural (não há nada na natureza que cresça constantemente sem morrer). Qualquer licenciado em História sabe que o desequilíbrio entre a China e a Europa é bastante recente em termos históricos, pelo que tender-se-ia para o re-equilíbrio que está a acontecer.
São coisas úteis para a sociedade, sobretudo se a sociedade não for formada por um conjunto de ignorantes.
Por: Henrique Monteiro
terça-feira, 2 de outubro de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
domingo, 3 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Crise?! Que crise?
"Crisis? What Crisis?" foi o título de um álbum dos Supertramp, lançado na década de 70 do século passado. Traduzido para português, "Crise? Que Crise?", serva também de mote a esta breve crónica , mais filha da estupefacção do que da vontade de revisitar o dito disco.
O facto que, verdadeiramente, motivou semelhante entrada foi saber pelos jornais de ontem que, entre os dias 20 e 26 de Dezembro, os portugueses efectuaram oito milhões de levantamentos no valor de 578 milhões de euros nas caixas automáticas da rede Multibanco. Assim, na totalidade, entre levantamentos e pagamentos efectuados através da rede ATM, os portugueses gastaram 1360 milhões de euros, mais 149 milhões de euros do que em igual período do ano passado.
O melhor mesmo é revisitarmos o disco dos Supertramp e esquecermos que a crise será agravada em 2011. Feliz Ano Novo!
"Poor Boy" - Supertramp
terça-feira, 30 de março de 2010
Estado da Nação (17)

Cresce o número de portugueses que não consegue pagar o empréstimo que contraíram para comprar casa, pelo que
a Banca está a tornar-se numa verdadeira agência imobiliária com cada vez mais casas para vender e, por isso, tem vindo a recorrer aos leilões para escoar os imóveis. Em média, estão a realizar-se dois por semana, num total de cerca de 120 imóveis vendidos. Dados relativos a 2009 revelam que das 2700 casas levadas a hasta pública foram vendidas quase duas mil, sucesso que se explica pelo preço, 3o por cento abaixo dos preços de mercado.
a Banca está a tornar-se numa verdadeira agência imobiliária com cada vez mais casas para vender e, por isso, tem vindo a recorrer aos leilões para escoar os imóveis. Em média, estão a realizar-se dois por semana, num total de cerca de 120 imóveis vendidos. Dados relativos a 2009 revelam que das 2700 casas levadas a hasta pública foram vendidas quase duas mil, sucesso que se explica pelo preço, 3o por cento abaixo dos preços de mercado.Ainda há quem insista em fazer de conta que não há crise?!...
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Banda sonora para o (final de) Verão (47): "O Rapaz da Montanha" - memória e identidade na música de Rodrigo Leão
Em O Rapaz da Montanha , Rodrigo Leão regressa ao formato conceptual que atravessa grande parte da sua obra, desta vez numa dimensão assumi...





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