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domingo, 8 de agosto de 2021

Para refletir (3)


A lei do ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos. 

Gandhi (1869-1948), fundador do Estado moderno indiano

domingo, 12 de abril de 2020

Páscoa 2020


A Páscoa é a celebração do amor e da renovação da esperança revelada por Jesus Cristo e que o Papa Francisco tão bem sintetizou recentemente: «Não pensemos só naquilo que nos falta, mas no bem que podemos fazer. Porque a vida é um dom que se recebe doando-se. E porque a maior alegria é dizer sim ao amor, sem se nem mas».

No momento tão difícil que atravessamos, a Páscoa será celebrada de forma diferente. A Páscoa de 2020 transmutar-se-à nas «pessoas comuns», como lhes chamou o Papa. «Aquelas que estão hoje a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros, trabalhadores dos supermercados, pessoal de limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos - mas muitos - outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho». 

Neste dia 12 de abril de 2020, não haverá procissões com imagens da Paixão de Cristo nem celebrações com igrejas cheias. Cristo estará nos hospitais com os doentes e com os profissionais de saúde, nos supermercados com os trabalhadores, nos campos com os agricultores, no mar com os pescadores, nos transportes com os motoristas e nas ruas com trabalhadores da limpeza e com as forças de segurança. Será uma Páscoa, mais que nunca, verdadeira.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Para refletir

It is not what the man of science believes that distinguishes him, but how and why he believes it. His beliefs are tentative, not dogmatic: they are based on evidence, not on authority or intuition.
Bertrand Russell (1872-1970)

domingo, 2 de julho de 2017

Para refletir

As pessoas perguntam qual é a diferença entre um líder e um chefe. O líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia.
Franklin Roosevelt, 32º Presidente dos EUA
 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Multiculturalismo e Direitos Humanos

Impressionante artigo publicado, hoje, no Observador sobre o caso de uma viúva cigana que fugiu da comunidade onde vivia para não ter que andar de luto. O caso passou-se em Lisboa. Ler o texto assinado por Sónia Simões obriga-nos a pensar acerca deste relativismo cultural travestido de multiculturalismo, que mais não é do que tolerar a intolerância e fechar os olhos às violações dos Direitos Humanos perpetradas por aquela etnia. Permitir que a barbárie se instale na porta ao lado, sob o pretexto de que se trata de uma cultura diferente da nossa, que vive sob a égide de leis ancestrais e imutáveis, é desvirtuarmos a essência da Liberdade.

domingo, 31 de julho de 2016

A propósito do terrorismo...

...convém lembrar a sabedoria de Santo Agostinho:

"De tanto ver, acaba-se por tudo suportar, de tanto suportar acaba-se por tudo tolerar, de tanto tolerar acaba-se por tudo aceitar, de tudo aceitar acaba-se por tudo aprovar..."

sábado, 4 de janeiro de 2014

2014

Por entre tanto ruído na comunicação social; apesar das dúvidas quanto à constitucionalidade do Orçamento de Estado; embora estejamos a construir um mundo regressivo do ponto de vista de uma cultura de ética; por entre cortes na Educação, na Saúde e nos subsídios de férias; apesar da falta que fazem políticos engajados com ideias, valores e ideais, vamos acreditar que o projeto da União Europeia tem futuro, que os Estados Unidos da América continuarão a ser uma garantia de Paz para o mundo, que os países em convulsão social e política no Médio Oriente trabalharão em prol da Democracia e do respeito pelos Direitos Humanos e que os nossos políticos estão realmente comprometidos na construção de um mundo mais justo e de uma sociedade mais esclarecida. Esperemos também um ano pleno de bons livros, ótimos discos, teatro de excelência e melhor cinema.

Feliz 2014.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013 - o presente é o futuro

Espera-nos um ano de grave austeridade, pelo que não é fácil cumprir algumas promessas de Ano Novo (focarmo-nos no que a vida tem de positivo; darmo-nos por felizes no caso de termos trabalho e um salário, ainda que magro; termos esperança de que o mundo poderá ser melhor em 2013). Vemos nos telejornais, nas capas dos jornais, na mensagem do Presidente da República um cinzentismo que não dá margem para perspetivarmos um futuro melhor que os últimos 365 dias. No fundo, a melhor mensagem a que assistimos nos últimos dias foi a do Papa Bento XVI, quando afirmou (e cito de memória) que a comunicação social sobrevaloriza o Mal; este último faz muito mais barulho (eu diria, ruído) do que o Bem; este trabalha no silêncio, na não visibilidade, pois dispensa publicidade estridente para ser bem; no fundo, a bondade basta-se a si mesma. 

Por entre tanto ruído na comunicação social; no meio de suspeitas de fraude e corrupção; apesar das dúvidas quanto à constitucionalidade do Orçamento de Estado; embora estejamos a construir um mundo regressivo do ponto de vista de uma cultura de ética; por entre cortes na Educação, na Saúde e nos subsídios de férias; apesar da falta que fazem políticos engajados com ideias, valores e ideais; vamos acreditar que o projeto da União Europeia tem futuro, que os Estados Unidos da América continuarão a ser uma garantia de Paz para o mundo, que os países em convulsão social e política no Médio Oriente trabalharão em prol da Democracia e do respeito pelos Direitos Humanos e que os nossos políticos estão realmente comprometidos na construção de um mundo mais justo e de uma sociedade mais esclarecida.

Feliz 2013.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A urgência do silêncio na esplanada

Gostava de entender o outro, mas às vezes não chego lá. Há um outro que me atazana o juízo nestes dias de verão, porque ao fim da tarde, a melhor hora para contemplar em sossego o céu a alaranjar-se no oceano, insiste em ouvir música (?) minimal eletrónica, de graves intensos, que estremecem a areia, desfazem as conchas e afugentam os escaravelhos. Esse outro, que não concorda comigo, é uma multidão que se abana em fato de banho e biquíni num bar de madeira, emborcando bebidas coloridas, gritando inanidades aos ouvidos, enquanto o sol - pobre coitado que prefere o silêncio - lá se esconde no horizonte, lamentando que a natureza não lhe permita que acelere o processo. 

Devem render bastante estas licenças de décibeis, atendendo à propagação de festas do género nos últimos verões. E se tantos concelhos se orgulham de ter praias com bandeira azul, questiona-se que raio de classificação é esta que não contempla a poluição sonora. 

Se é assim ao lusco-fusco, durante o dia a coisa não melhora muito. Os veraneantes são maioritariamente citadinos e devem andar tão viciados no tráfego que, só para matar saudades, enquanto descansam na praia, regalam-se a ouvir o som de fundo das motas de água. São cada vez mais os pontos de entrada desses hediondos brinquedos. Quase desapareceram as gaivotas. Não me refiro aos pássaros, outros pobres coitados, mas das pequenas embarcações a pedal, demasiado simples para um mundo tecnológico. Gosto dos surfistas, que desafiam o mar com uma prancha, mas nunca desses demónios a motor, que empestam o mar de gasolina e barulho, deixando-o, tenha a certeza, um pouco menos azul.

O último grito da tecnologia é o silêncio - esse é o verdadeiro luxo. Mas é um luxo desprotegido e em vias de extinção porque, por mais que se levante o volume do silêncio, o ruído ouve-se sempre mais alto. O silêncio não se pode gritar.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

É urgente repensar Portugal

No âmbito das comemorações do 10 de Junho, Sampaio da Nóvoa proferiu um discurso, no mínimo, inspirador. Para contrastar com o distanciamento em relação ao país real por parte de tantos patifes engravatados que se dizem preocupados com o estado da nação.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Afeganistão também somos nós (3)

Sahar Guir, uma afegã de 15 anos, foi torturada durante cinco meses pela família do marido por recusar prostituir-se. A jovem, da província de Baghlan, foi resgatada pela polícia local depois de várias denúncias de vizinhos. A sogra e uma cunhada foram detidas, mas o sogro e o marido, sensivelmente com o dobro da sua idade, conseguiram fugir. De acordo com a ONG Oxfam, 87 por cento das mulheres afegãs sofrem de violência física, sexual ou psicológica. Sahar Guir permanece em estado grave. 

Por cá, o Presidente da República queixa-se da sua pobre reforma; diz ele que não chega para as despesas. Emigre, professor!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Afeganistão também somos nós (2)

Perto do fim do ano, retomo o tema do post aqui publicado no passado dia 15. Trata-se de mais um caso de violação grave dos Direitos Humanos fundamentais, nomeadamente o direito à dignidade que advém da liberdade de poder escolher quem queremos amar. 

A recusa do enlace da filha com um homem que considerou irresponsável e provocador fez com que uma família afegã fosse vítima de um ataque bárbaro. Mumtaz, de 18 anos, ficou noiva de um outro rapaz, um parente próximo. Semanas depois, a casa da família foi invadida por um grupo de homens armados que espancaram o pai e derramaram ácido sobre o casal e as três filhas. O incidente aconteceu na cidade de Kunduz, no Afeganistão, neste mês de dezembro. É bom lembrar que não há Natal em qualquer parte do mundo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Afeganistão também somos nós

Uma mulher afegã foi violada pelo marido de uma das primas. Não contou a ninguém, mas dessa divulgação resultou uma gravidez. Foi julgada por adultério e condenada a 12 anos de prisão. Há dois anos que cumpre a pena com a sua filha. Para poder sair em liberdade foi-lhe dada a possibilidade de casar com o seu agressor. Mesmo que decida casar-se, esta jovem de 21 anos corre perigo de vida por ter "desonrado" a sua família e a do agressor. A dignidade humana no Afeganistão não tem qualquer valor. Perto do Natal é fundamental refletirmos sobre o privilégio de sermos europeus e tomarmos consciência de que não há crise pior que a crise de valores éticos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Estado da Nação (24) - um número fiscal

"Todos os dias morrem pessoas na solidão em prédios com dezenas de inquilinos que vêm a saber pela televisão a notícia da morte da vizinha da frente. O caso da senhora encontrada em sua casa nove anos depois de ter morrido não ilustra apenas, de forma mais chocante, a desumanização das nossas sociedades urbanas; demonstra a falência de todos os sistemas de ligação de uma pessoa à comunidade, começando pela mais importante e decisiva que é a família. Todos falharam? Não. O fisco cumpriu a sua missão. Penhorou a casa e vendeu-a sem cuidar de saber por que não pagava a falecida uma dívida de 1500 euros. É nisto que estamos transformados: num número de identificação fiscal."
Fernando Madrinha, Expresso (12.02.11)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Regresso

Por vezes, é necessário interromper o fluxo das ideias e deixar o pensamento repousar como uma folha em queda outonal lenta, deixando-se cair levemente sobre a terra molhada. E, em tempos de crise de afectos e de decréscimo económico, ético e cultural de uma nação à qual pertencemos e não temos como escapar, parar para reflectir sem pressões e prazos é fundamental. Trata-se de criar condições que permitam à alma voltar a crescer. Sim, interromper para não estagnar. Renascer. É disso que se trata. Estranho paradoxo que conduz ao progresso interior. Em tempos de crise...

Venha Dezembro!

"Long December" - Counting Crows
4:55

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Para reflectir:


Esta é a imagem do contribuinte português na 2ª década do século XXI.

Moral do post: não interessa o quanto o fisco te tenha depenado... O importante é andar sempre de cabeça erguida!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Banda sonora para o (final de) Verão (47): "O Rapaz da Montanha" - memória e identidade na música de Rodrigo Leão

Em O Rapaz da Montanha , Rodrigo Leão regressa ao formato conceptual que atravessa grande parte da sua obra, desta vez numa dimensão assumi...