Para Presidente da Comissão Executiva das comemorações do 50º aniversário da dita revolução, o (des)Governo de António Costa nomeou o comentador socialista Pedro Adão e Silva (PAS), que é um boy, um arauto da ciência política nascido, precisamente, no ano da Revolução (um miúdo, portanto).
PAS é a prova viva do pragmatismo socialista a que estamos habituados: quem semeia colhe. Este filho querido de Abril jogou sempre pelo seguro, passando PSD para o PS e envergando o trabalho sujo de defensor do Governo PS. Para além de um elevadíssimo salário (4,500 euros) ao longo de cinco anos e meio, PAS disporá ainda de ajudas de custo e de uma equipa de colaboradores, igualmente pagos.
PAS foi, recorde-se, um fervoroso defensor da honestidade de José Sócrates. O apoio ao modesto e íntegro senhor engenheiro ainda dá os seus frutos. Mas são só jobs for the boys num país que há muito se conformou - e aceita - o nepotismo.

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