Raymond Carver (1938-1988) foi um dos maiores contistas norte-americanos do século XX. Com uma visão apurada, fria e cinematográfica, Carver retratou a América profunda nos seus contos, revelando alma de sociólogo. Na verdade, encontramos nas suas histórias personagens que parecem saídas de pequenas notícias de jornais regionais. Personagens que são mesmo pessoas reais. A obra "Catedral", publicada recentemente em Portugal via QUETZAL, reúne alguns dos seus mais viciantes contos, que lemos sem vontade de parar, tal a imensidão de vida que por lá passa. Vidas que, no fundo, mais parecem um deserto de almas. A ler, obrigatoriamente, para perceber porque é que o existencialismo foi a corrente filosófica que marcou a literatura do século passado.

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