segunda-feira, 18 de março de 2013

"A Vida de Pi" - obra-prima de Ang Lee

O cinema de Ang Lee tem sido edificado com um pé na matriz popular do cinema clássico (à maneira de um William A. Wellman ou até de um William Wyler) e com o outro pousado no futuro (à semelhança de mestres como Steven Spielberg ou Robert Zemeckis). "A Vida de Pi" é o regresso ao seu cinema metafísico, que teve como paradigma o belíssimo "O Tigre e o Dragão".

O filme adapta o premiado romance de Yann Martel, que narra as vicissitudes de um jovem indiano que, após um naufrágio, se vê na imensidão do oceano Pacífico a bordo de um bote salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve estarão apenas Pi e o ameaçador tigre, e a única esperança de sobreviverem é descobrirem, de alguma forma, que ambos precisam um do outro.

Desenganem-se os cínicos e os céticos: a sinopse atrás apresentada é o pretexto para uma profunda obra filosófica que encena uma reflexão em torno do sentido da existência, da procura de Deus e da essência humana. É um filme para ver e rever.


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