Ler Teatro (refiro-me a textos pensados para o palco) é uma experiência criativa: exalta a imaginação, levando o leitor a idealizar a sua própria encenação; o leitor tem, assim, a oportunidade de transcender o seu lugar natural - o de ser público/espectador -, assumindo, hipoteticamente, o papel de encenador.
Neste contexto, recomendo a experiência de leitura de duas peças de Simon Stephens, dramaturgo nascido em 1971, em Stockport, Cheshire: Um Precipício no Mar e Punk Rock estão editadas num único volume da apaixonante coleção Livrinhos de Teatro, dos Artistas Unidos.
O primeiro texto é um monólogo desencantado sobre a perda, a irremediável e autoflagelante dor de um pai perante a absurda morte da filha. Por seu turno, Punk Rock é uma peça áspera sobre adolescência e bullying.

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