sábado, 29 de agosto de 2015

"Terminator: Genesys" - um reboot por Alan Taylor

Dois Schwarzeneggers em menos de um mês é dose! Na verdade, pai sofre quando tem um filho adolescente que, na infância, viu alguns Schwarzies fundamentais, nomeadamente: Conan e os bárbaros, de John Milius (1982), Predador e O último grande herói, ambos de John McTiernan (1988 e 1993, respetivamente), e os três primeiros filmes da saga Terminator (as duas obras-primas de James Cameron, assinadas em 1984 e em 1991, e o filme assinado por Jonathan Mostow em 2003) - mea culpa, que lhe dei a conhecer essas fitas.

Sinal dos tempos, a movimentada película de Alan Taylor excede-se em caricaturas e ausenta-se de personagens. Há linhas temporais alternativas (mas nada que o saudoso Regresso ao futuro II, de Robert Zemeckis (1989), não tivesse explorado com melhores resultados), interpretações mais ou menos livres da teoria da relatividade (sem o rigor do excelente Interstellar, de Christopher Nolan (2014)) e o inevitável happy end esquemático, que ignora o desfecho apocalíptico da trilogia inicial. Aliás, convém referir que Terminator: Genesys é um reboot da série, o que significa que, em boa verdade, se trata de uma inflexão da história original, alterando o curso dos acontecimentos e características das personagens conhecidas.

Não sendo tão mau quanto Terminator Salvation, realizado pelo inane McG em 2009, o melhor do filme de Alan Taylor é mesmo o T-800 envelhecido, cheio de artroses e bem humorado de Schwarzie.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Banda sonora para o (final de) Verão (47): "O Rapaz da Montanha" - memória e identidade na música de Rodrigo Leão

Em O Rapaz da Montanha , Rodrigo Leão regressa ao formato conceptual que atravessa grande parte da sua obra, desta vez numa dimensão assumi...