Há vinte anos atrás, o mestre Brian De Palma entregava o seu olhar cinematográfico à série de culto Missão Impossível e, à semelhança do que fizera, na década de 80, a Os Intocáveis, criava um filme de ação novo. Hoje, essas duas obras são clássicos incontornáveis. Só é pena que Missão Impossível não tenha tido o mesmo destino que Os Intocáveis, isto é, que não se tenha ficado apenas por essa película, dando origem a quatro sequelas de outros tantos realizadores, mas nenhum - apesar das evidentes qualidades demonstradas em obras mais pessoais - conseguiu imprimir um olhar que transcendesse o mero entretenimento.
O quinto tomo da saga de Ethan Hunt vem assinado pelo argumentista do exercício de perceção que é Os Suspeitos de Costume, Christopher McQuarrie. A fita tem cenas de ação memoráveis (os três minutos debaixo de água, a perseguição de motas numa autoestrada de Marrocos), uma mulher fatal que - sinal dos tempos - tem a força de Stallone e a destreza de Bruce Lee e até uma aproximação à estética de Brian De Palma (a longa sequência na ópera de Viena). Mesmo assim, não há nada de novo por aqui. Nada que artisticamente distinga Missão Impossível - Nação Secreta dos filmes anteriores ou de um novo capítulo das aventuras de 007.
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