folha que cai
rejuvenescida por saber
que viveu uma época fugaz
que dá origem a outra
vida que se perpetua
entre as margens do ser
porque cair assim,
com dignidade,
é erguer com solenidade
a essência em si.
corpo que cai
alma que apruma tudo
aquilo que aprendeu.
devemos aprender com a folha
e, pelo menos, soerguer
o espírito de vez em quando
deixar a matéria interromper-se
desabando o gesto leviano
para erigir a sensibilidade
outoniça.
Rui Louro Mendes

Sem comentários:
Enviar um comentário