A notícia foi publicada, ontem, no Observador, e é o último grande alerta da UNICEF: o número de crianças-soldado não para de aumentar. No Sudão do Sul serão cerca de 160 mil, recrutadas desde 2013 (650 já este ano). Justin Forsyth, adjunto do diretor executivo da UNICEF, no regresso de uma deslocação a Bentiu e Juba, naquele país, afirmou que "no atual período extremamente precário da breve história do Sudão do Sul, a UNICEF teme que possa estar iminente um aumento exponencial do recrutamento de crianças".
A UNICEF promove os direitos e o bem-estar das crianças no mundo, trabalhando em 190 países. No Sudão do Sul, reporta e monitoriza violações graves dos direitos das crianças no âmbito de um grupo de trabalho das ONU (com a sigla MRM - Monitoring and Reporting Mechanism), documentando seis abusos cometidos contra crianças: recrutamento por forças e grupos armados, assassínio e mutilação, ataques contra escolas e hospitais, violação e outras formas de violência sexual, rapto e impedimento do acesso humanitário.
Até quando faremos de conta que nada disto está a acontecer ou que não é nada connosco? Qual é a posição das forças políticas da esquerda pacifista, que apelam sempre à intervenção diplomática e nunca à intervenção militar? Qual deve ser o real papel político que a ONU e a NATO devem desempenhar?

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