quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Estado do Mundo (22) – a tragédia da violência sobre as crianças



O relatório "Hidden in Plain Sight" divulgado no passado dia 5 de setembro pela Unicef revela que já foram violadas 120 milhões de raparigas até aos 20 anos de idade. De acordo com os dados da organização internacional, uma em cada dez crianças e jovens já foi vítima de violação. O estudo inclui dados de 190 países e conclui também que um quinto das vítimas de homicídio são provenientes de países da América Latina, em particular da Venezuela, Colômbia, Panamá e Brasil. Outro dos perigos recentes com que as crianças têm de lidar é o bullying, uma vez que tem incidido sobre um maior número de crianças: um em cada três estudantes com idades entre os 13 e os 15 anos é vítima deste crime na escola. Por seu lado, as punições físicas severas e de forma repetida afetam 17% dos jovens em 58 países espalhados pelo globo. 

No relatório, que já está disponível para consulta pública, a organização que protege os direitos das crianças chega a várias conclusões relativamente aos crimes mais comuns. A violência sexual é aquela que preocupa mais os responsáveis porque atinge crianças e jovens em todo o mundo. No entanto, é na República Democrática do Congo e na Guiné-Equatorial que existe a maior percentagem de crimes praticados pelos parceiros. Um quinto das vítimas de homicídio a nível global são crianças e adolescentes com idade inferior a 20 anos. Em 2012 morreram 95 mil menores, sendo o Panamá, El Salvador, Trindade e Tobago e Guatemala os países onde o homicídio é a principal causa de morte, principalmente nos indivíduos do sexo masculino. Contudo, é na Nigéria que se regista a maior taxa deste tipo de violência infantil, com 13 mil casos. 

A instituição faz uma análise aos crimes cometidos contra menores de idade, sobretudo as raparigas, mas também faz importantes recomendações para evitar o aumento do número de casos. A entidade solicita que se fomente o apoio junto dos pais e das crianças para adotarem comportamentos e atitudes diferentes, bem como que se alerte o sistema judicial para este tipo de crimes.

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