É um pecado não acrescentarmos o novo álbum de Peter Gabriel, "Live Blood", à nossa cdteca. É um disco registado ao vivo, em Londres, nos dias 23 e 24 de Março de 2011, no The HMV Hammersmith Apollo. Nele, o fundador dos Genesis é acompanhado pela The New Blood Orchestra, que insufla novo sangue a clássicos como "Washing of the Water", "Biko", "Downside Up", "Blood of Eden", "Mercy Street", "Solsbury Hill", "In Your Eyes" e "Don't Give Up", havendo ainda tempo e espaço para algumas versões de Paul Simon ("The Boy in the Bubble"), Regina Spektor ("Après Moi"), Magnetic Fields ("The Book of Love") e Lou Reed ("The Power of the Heart").
"Live Blood" é a apresentação ao vivo do díptico "Scratch My Back" (dedicado a versões orquestrais de músicas de outros artistas) e "New Blood" (registo em estúdio que revisita composições do próprio Gabriel). Tenho os dois discos e aprecio-os, escutando-os com regularidade, mas essas canções ganham muito mais garra e intensidade em "Live Blood", o que não é de estranhar se tivermos em conta que o autor de "So" é, sobretudo, um animal de palco. Diz quem o viu no Dramático de Cascais, nos idos de 1974, ao leme dos Genesis que Peter Gabriel é o melhor artista em palco da história do rock. Não duvido. Há momentos em "Live Blood" em que a voz de Gabriel acompanhada pela orquestra e coros são incrivelmente arrepiantes. Quem quiser, terá oportunidade para confirmar a genialidade deste enorme artista no dia 7 de Julho, na Herdade do Cabeço da Flauta, no Meco, no âmbito do festival Super Bock Super Rock.
Peter Gabriel - "The Book of Love"

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