Crimson Peak é um filme lindíssimo, um autêntico tratado de amor ao cinema. Plasticamente sublime, só é comparável ao que Coppola fez com Drácula de Bram Stoker. É, sobretudo, admirável se tivermos em conta que estamos perante o cineasta que nos trouxe o inane Batalha no Pacífico. Claro que no seu currículo, del Toro traz o brilhante O Labirinto do Fauno, pelo que, a partir de agora, há dois filmes incontornáveis deste autor.
Na Inglaterra do século XIX, uma jovem encontra inspiração em Mary Shelley para tentar a sua sorte como escritora de contos fantásticos. Entretanto, apaixona-se por um misterioso nobre, que a seduz ao mostrar-se interessado nos seus esquissos. Contra a vontade do seu pai (que é vítima de um bárbaro assassínio), a jovem casa com o barão, mudando-se para uma mansão vitoriana em ruínas, situada numa região montanhosa no norte do país. Todavia, o seu novo lar abriga fantasmas e entidades malignas que escondem um segredo terrífico.
Do ponto de vista estético, há planos que trazem à memória clássicos como E Tudo o Vento Levou, de Victor Fleming, imagens comparáveis a obras-primas da pintura, e diálogos ao nível da grande literatura romântica. Indubitavelmente, um dos melhores filmes de 2015.

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