O seu nome não constava no topo de nenhuma das listas de apostas. A sua vitória instalou a polémica ao dividir opiniões, como provavelmente nenhum outro Nobel da Literatura o fez. Mas Bob Dylan foi mesmo o escolhido pela Real Academia Sueca, "pela criação de novas expressões poéticas dentro da grande tradição da música americana".
Fiquei contente pela ousadia da Academia Sueca, apesar de preferir que a escolha tivesse recaído sobre Leonard Cohen - esse sim, além de poeta e cantautor, é um escritor com obra publicada e a merecer o estatuto de incontornável. Mas, concorde-se ou não com a Academia, goste-se mais ou menos de Dylan, a História do século XX - e mormente da cultura popular - passa obrigatoriamente pelo Sr. Robert Allen Zimmerman, comumente conhecido por Bob Dylan, que recuperou a tradição bárdica dando novos rumos à palavra cantada.

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