Sergio Corbucci (realizador e argumentista de películas com Bud Spencer e Terence Hill) assina este inacreditável western-spaghetti protagonizado por um bronzeadíssimo Burt Reynolds, aqui no topo da sua forma física, fazendo o que melhor sabe: ser canastrão.
Reynolds é Navajo Joe, um índio que procura avidamente vingar o massacre perpetrado contra a sua tribo. Os responsáveis foram um grupo de foras-da-lei que ganha a vida a vender o escalpe de índios.
O filme está cheio de acrobacias de Reynolds, de zoom-in, de efeitos sonoros manhosos, de atores mal dobrados (a fita é uma co-produção italiano-espanhola, e tem muitos atores desses países) e tem uma banda sonora inesquecível do mestre Ennio Morricone (que, talvez para se demarcar de outras composições, assina aqui como Leo Nichols). Há até uma cena em que a marcha de um comboio é interrompida por troncos, mas, estranhamente, não se vê uma única árvore naquele deserto.
Ficam na memória a música e o tom cartoonesco de uma película que serviu com dignidade matinés de outros tempos em salas de cinema que há muito (infelizmente!) desapareceram.

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