Nos anos 90 do século XX, Chuck Russell parecia surgir como um legítimo precursor de uma espécie de nouvelle vague do cinema de ação, na senda de realizadores como os irmãos Ridley e Tony Scott, Joel Schumacher, Quentin Tarantino ou até o grande Walter Hill. Filmes como A Máscara (1994) e Eraser (1996) prometiam isso mesmo.
O recente Hora de Vingança (2016) falsifica tal conjetura. Nesta fita série B, Chuck Russell dirige um John Travolta, muito mal caracterizado, na pele de um homem que planeia uma espiral de vingança contra o gang que assassinou a mulher. A seguir, o filme derrapa para uma trama política de cartilha e a anos-luz dos filmes dos cineastas referidos anteriormente.

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