O 2º tomo da prequela da saga Alien vem de novo assinada pelo mestre Ridley Scott, afirmando-se como o episódio mais profundo da série ao refletir sobre o poder e os riscos da ciência.
Alien: Covenant começa de forma desconcertante, recuando aos preparativos para a expedição Prometheus (título do filme anterior) num diálogo de contorno metafísico travado entre o andróide David e o seu criador, Peter Weyland. Daqui, saltamos para a expedição da nave colonizadora, Covenant, no ano de 2104. O objetivo é chegar ao planeta Origae-6 e testar o seu potencial para a adaptação e sobrevivência da espécie humana. Mas uma transmissão de rádio intercetada num planeta próximo altera os planos da viagem e encaminha a tripulação para um destino trágico.
Michael Fassbender é brilhante na ambiguidade a que remete o espectador ao fundir as duas personagens que interpreta de forma superlativa (os andróides David e Walter). Todavia, o trunfo do filme é mesmo a realização certeira de Ridley Scott, que nunca cede a efeitos fáceis (e tão constantes na cinematografia sci-fi hodierna), dando espaço ao desenvolvimento das personagens e tempo aos planos geometricamente desenhados.
Fica também a reflexão filosófica sobre o destino da espécie humana e a sua substituição por um Deus ex machina.

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