Há que
perceber a solidão, analisá-la, capacitando-nos com uma dádiva que apela ao
conhecimento interior. A solidão não está a mais nem a menos. Ela não se
instala para cobrar o mal que fizemos, muito menos para nos consciencializarmos
de que nos afastámos dos outros, nos desvinculámos da comunidade e que
passámos, filauciosos, a viver para nós próprios ou a olhar para o nosso
próprio umbigo.
Há que receber a solidão como uma dádiva,
deixá-la entrar como se de um entrenervo se tratasse. Ela também faz parte do
edifício interior que, ao longo da vida, vamos construindo, embora nem sempre
nos apercebamos, já que ela vive no imo ande a alma habita.

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