J. Lee Thompson era já um realizador veterano quando assinou esta exortação pela paz no Médio Oriente, em particular em prol do diálogo entre israelitas e palestinianos.
O Embaixador, obra de 1984, é, talvez, o objeto fílmico mais explícito no seu propósito apologético do entendimento entre judeus e muçulmanos moderados como forma de unirem esforços contra os extremismos dos dois lados do conflito israelo-palestiniano. É certo que também se trata de um filme de ação, género no qual J. Lee Thompson sempre foi um mestre, mesmo quando tinha um orçamento muito aquém da ambição da obra (veja-se a cena de abertura, de cortar a respiração).
O Embaixador é um filme com um grande elenco: Robert Mitchum (no papel de um embaixador pacifista), Ellen Burstyn (numa exuberante meia-idade, mais bonita do que nunca) e Rock Hudson (naquele que foi o seu último filme, ainda imponente e em boa forma).
Há quanto tempo não se fazem longas-metragens assim, com objetivos comerciais, diretos ao osso, noventa minutos feéricos, mensagem política e filosófica que respeita a inteligência do espectador?

Sem comentários:
Enviar um comentário