O
consumismo é inimigo da solidão que desejamos, pois incrementa a solidão que
não devemos alimentar. Esta última forma de solidão advém do desejo intenso de ter e diminui a vontade de ser.
Ficamos presos à ânsia de se possuir mais
bens materiais e a uma ilusória sensação de felicidade. Claro que não podemos
ser felizes se não formos livres! Mas poder consumir desenfreadamente não é
condição necessária, muito menos suficiente, para a liberdade. Pelo contrário,
apenas nos torna uma espécie de produto em série da sociedade de consumo.
Se o livre-arbítrio estiver dependente do
poder de compra, pense: qual será a
percentagem de pessoas felizes?

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