Poucos escritores se podem orgulhar de agregar em torno de si uma legião de fãs que o transformam num autêntico fenómeno de culto. E se tivermos em conta que o autor é responsável por um punhado de romances assumidamente underground (quer na forma, quer no conteúdo), o feito é ainda mais surpreendente. Não podemos afirmar perentoriamente que esse culto seja totalmente involuntário. Na verdade, Pynchon tem-no alimentado ao não se expor em fotografias e fugir das entrevistas a sete pés.
Invariavelmente apontado como um dos autores favoritos ao prémio Nobel, Pynchon é - e que não restem dúvidas acerca da qualidade das suas obras literárias - considerado uma das vozes mais influentes da literatura norte-americana e, como tal, já conquistou um National Book Award. Em "Vício Intrínseco", a sua mais recente novela, Pynchon constrói um policial em tons noir protagonizado por Doc Sportello, um detective privado que pode ser visto como a versão psicadélica de Philip Marlowe (sempre envolto numa névoa de marijuana e LSD). Por entre o clássico desvendar do mistério - neste caso, o desaparecimento de um magnata da construção civil e da sua amante - não faltam as femmes fatales, polícias, advogados e políticos corruptos e, cereja no topo do bolo, reflexões filosóficas em torno de grandes questões metafísicas, aqui envoltas em trips psicadélicas e embaladas por muito surf rock.
"Vício Intrínseco" é uma obra-prima sobre o o fim do grande sonho hippie. Um livro obrigatório!
Invariavelmente apontado como um dos autores favoritos ao prémio Nobel, Pynchon é - e que não restem dúvidas acerca da qualidade das suas obras literárias - considerado uma das vozes mais influentes da literatura norte-americana e, como tal, já conquistou um National Book Award. Em "Vício Intrínseco", a sua mais recente novela, Pynchon constrói um policial em tons noir protagonizado por Doc Sportello, um detective privado que pode ser visto como a versão psicadélica de Philip Marlowe (sempre envolto numa névoa de marijuana e LSD). Por entre o clássico desvendar do mistério - neste caso, o desaparecimento de um magnata da construção civil e da sua amante - não faltam as femmes fatales, polícias, advogados e políticos corruptos e, cereja no topo do bolo, reflexões filosóficas em torno de grandes questões metafísicas, aqui envoltas em trips psicadélicas e embaladas por muito surf rock.
"Vício Intrínseco" é uma obra-prima sobre o o fim do grande sonho hippie. Um livro obrigatório!

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