sábado, 3 de setembro de 2011

"The Music Never Stopped" - um filme discreto e subtil

"The Music Never Stopped" é a adaptação para o grande ecrã de um ensaio do popular neurologista Oliver Sacks. Não é o primeiro caso real estudado por este cientista a ser transposto para o cinema - "Despertares", da realizadora Penny Marshall, talvez seja o filme de maior sucesso a ter como ponto de partida uma obra de Sacks. 

A película que agora se analisa é o retrato emocionante de um homem que, devido a um tumor cerebral, perde a capacidade de reter novas memórias, recordando-se apenas das informações registadas na memória a longo prazo. No entanto, o trabalho de uma musicoterapeuta vai reconduzi-lo a lembranças da sua adolescência e à redescoberta do pai, de quem se tinha afastado durante cerca de vinte anos. A realização discreta, quase em surdina, concede espaço aos actores para desenvolverem os seus personagens de forma subtil, tornando este num daqueles filmes que se vai entranhando ao longo de cerca de duas horas. A banda sonora merece uma chamada de atenção, uma vez que esta fita acaba por ser também uma celebração do rock das melhores bandas (The Beatles, Greatful Dead, Buffalo Springfield) e cantautores (com destaque para Bob Dylon) da década de sessenta.

"The Music Never Stopped" é assinado por Jim Kohlberg, que tem aqui o seu debut como realizador que reclama, de ora em diante, a nossa atenção.

Trailer de "The Music Never Stopped"





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