Eis um filme ousado, inteligente, formalmente arriscado e capaz de contar uma interessante história em apenas 90 minutos, sem que fique a incómoda sensação de que ficou muita coisa por explicar. Na verdade, "X", de Jon Hewitt, é uma obra sem pontas soltas, com personagens autênticos e, mais ainda, sem receio de incomodar o espectador. Trata-se da história de duas prostitutas, uma já veterana e prestes a "reformar-se", a outra ainda menor de idade e a fugir de uma família disfuncional, que na noite em que se conhecem vão, como diria o Jorge Palma, conhecer o lado errado da noite.
É um filme que nos apresenta a prostituição de forma nua e crua, sem qualquer glamour ou embelezamento à maneira de "Pretty Woman" (sim, o filme da prostituta-cinderela, protagonizado por Julia Roberts). "X" é uma película anti-hollywoodesca, visceral, realizada com savoir-faire e interpretada por duas grandes atrizes, ainda fora do star-system: Viva Bianca e Hanna Mangan-Lawrence.

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