Clint Eastwood é, para muitos, o último representante do cinema clássico americano. No entanto, se Hawks, Ford, Siegel ou Leone (apesar deste último ser europeu) se podem considerar legítimos inspiradores (mestres) de Eastwood, a obra do realizador de "Hereafter" é resultado de um labor singular, cujo sentido de mise en scène não encontra paralelo em qualquer outro cineasta, muito menos se esgota em analogias com a matriz fundacional de Hollywood. Além disso, Eastwood tem construído uma carreira atrás das câmaras que pode e deve ser analisada à luz de um cinema de autor. Sim, há os filmes de Eastwood e há os outros de artesãos menores.
Veja-se "Bird - O Fim do Sonho", "Caçador Branco, Coração Negro", "Imperdoável", "Um Mundo Perfeito", "As Pontes de Maddison County", "Gran Torino", "Invictus" e a película que agora estreia, "Hereafter", e perceba-se o monumento que good old Clint está a edificar com mestria, sensibilidade e sabedoria.

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