Nos vários círculos da exclusão, os pobres de Paulo Portas ocupam os lugares mais profundos, secretamente irrevogáveis. Pertencem a um mundo que não muda, que Salazar interpretou superiormente e tentou confundir com a alma lusa. Este miserável perfeito só existe no subconsciente de Paulo Portas e nesse lugar é, curiosamente, o único elemento parado, voluntariamente desprovido, feliz com a sua miséria. Está num estádio inferior ao da resignação. A resignação pressupõe um incómodo, o desconforto de se imaginar uma outra realidade e, mesmo como possibilidade remota, a sua inclusão nela. A resignação tem em si, paradoxalmente e de forma ardilosa, a proto-ambição de mudança, porque é potencialmente provisória, precária, instável. Essa ousadia está completamente ausente da pobreza de Portas.
Os pobres de Portas são as vítimas da fome perpetuamente agradecidas à amabilidade enlatada da Dra. Isabel Jonet. Os pobres de Portas são o povoléu agrilhoado e agradecido, a arraia-miúda confundida com "a convergência do sistema de pensões", a gentalha aturdida com "o regime geral", o escorralho adormecido com "a condição de recurso", a ralé que "não aparece na televisão".
Mas nos círculos mais exteriores - e esta verdade fere a testa dos opressores como uma espada de fogo - há seres cada vez mais livres, alguns e algumas dos quais são tão livres como Paulo Portas.

Paulo Portas, um dos "netos" de Salazar, grande defensor dos pobres, reformados, agricultores, pequenos empresários enquanto foi deputado, vive agora momentos de profunda observação sobre a sociedade portuguesa, isto porque ver a sociedade no alto do poleiro é bem melhor do que a ver sentado, podendo utilizar a demagogia para angariar uns quantos votos.
ResponderEliminarSe repararmos no próprio partido do Largo do Caldas, a quem em tempos o atual líder chamava de Partido do Táxi, tem vindo a ter um crescimento chamando a si os apaniguados da riqueza à custa dos outros. Portas é um dos símbolos maiores dessa pobreza, pois agora no alto do seu trono não vê o Portugal envelhecido e pobre que dia após dia, aumenta a sua miséria. Janeiro será um novo início de ciclo para roubarem mais dinheiro a quem trabalha com lealdade e quer fazer vida.
Gostaria de perguntar a Paulo Portas, se os submarinos que comprou permitem salvar uma das riquezas do país, a floresta que todos os anos arde e mata, e se permitem matar a fome de tantos portugueses neste momento. Certamente está a pensar ser atacado por Angola, que lá ia injetando algum dinheiro ( sujinho, sujinho) mas que ainda assim, permitia aos portugueses manter alguns dos seus empregos. Hoje os submarinhos, dão alimento aos militares para jogarem batalha naval e aqueles que nos levaram o dinheiro ( os alemães), que ganham bem com a nossa crise.
Espero que a sociedade civil se levante e comece a mostrar cada vez mais que este caminho nunca foi, nem é o correto para tirar o país da miséria. No dia em que me explicarem como é possível um país enriquecer, tirando dinheiro às pessoas, talvez possa votar na direita.