sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Sem Nome"

Cary Joji Fukunaga estreou-se na cadeira de realizador com a brutal película "Sem Nome". Este objeto fílmico é um retrato nu e cru do drama vivido por inúmeros jovens que tentam fugir da miséria e da violência de países da américa latina em direção ao sonho americano. "Sem Nome" é, sobretudo, um corajoso conto de lealdade e redenção filmado com garra e interpretado por atores que encarnam com sinceridade a verdade dos seus personagens. 

A presente fita venceu os prémios para Melhor Realizador e Melhor Fotografia no Festival de Sundance 2009 e do prémio para Melhor Realizador Estreante no Festival de Edimburgo 2009.

Trailer de "Sem Nome", de Cary Joji Fukunaga

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Afeganistão também somos nós

Uma mulher afegã foi violada pelo marido de uma das primas. Não contou a ninguém, mas dessa divulgação resultou uma gravidez. Foi julgada por adultério e condenada a 12 anos de prisão. Há dois anos que cumpre a pena com a sua filha. Para poder sair em liberdade foi-lhe dada a possibilidade de casar com o seu agressor. Mesmo que decida casar-se, esta jovem de 21 anos corre perigo de vida por ter "desonrado" a sua família e a do agressor. A dignidade humana no Afeganistão não tem qualquer valor. Perto do Natal é fundamental refletirmos sobre o privilégio de sermos europeus e tomarmos consciência de que não há crise pior que a crise de valores éticos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Banda sonora para o outono (23)

José Cid acaba de lançar o álbum "Quem tem medo de baladas". Esperemos que seja o mote para a definitiva reconciliação da crítica com um dos mais brilhantes compositores nacionais.

Em boa verdade, foi um longo e acidentado caminho desde os tempos do Quarteto 1111 (para quem não sabe, foi talvez a melhor banda rock cá do burgo entre as décadas de 60 e 70 do século passado) até ao disco de que agora se fala. Pelo meio, aconteceu o surpreendente disco "10.000 anos depois entre Vénus e Marte" (1978), um marco na história do rock progressivo, que viria mais tarde a obter reconhecimento internacional, sendo incluído numa lista da Billboard dos 100 melhores álbuns desse tão inovador género musical. Como este multifacetado músico conciliou este disco com a participação em inúmeros festivais da canção será tema para uma merecida e exaustiva biografia, a ser lançada, quiçá, um dia.

"Quem tem medo de baladas" é um grande disco para este fim de outono, capaz de desfazer qualquer dúvida dos melómanos mais céticos em relação ao cantautor. Senão vejamos: tem a participação de Os Corvos (na canção de abertura, "Tocas Piano"), composições de Gary Brooker (o poético "Cavalos de Fão"), António Carlos Jobim (o clássico "Discussão"), Vitorino (a popular "Bárbara dos Trovões"), Donovan (o saudavelmente destrambelhado "Mellow Yellow") e do próprio José Cid (de resto, a maioria dos temas são assinados pelo próprio artista); as letras são do autor do clássico "20 anos", mas também resultam de poemas de Sophia de Mello Breyner (o inspiradíssimo "Um dia") e de Ana Sofia Cid (que aqui se estreia num dueto com o pai em "Tempestades"). Cereja no topo do bolo: "Quem tem medo de baladas" termina com um medley, simbolicamente intitulado "Canções de sempre" - designação que só um artista (com "A" maiúsculo) como Cid se pode dar ao luxo (e arrogância!) de advogar. Aos 69 anos, não precisa de provar nada ao país - as suas canções falam por si e ficarão para sempre.

José Cid - "Um louco amor"

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Legendar o silêncio icónico (9) - o fim de uma ideia romântica da Europa


Será este o princípio do fim de uma certa ideia de Europa? Pelo menos, uma coisa é certa: se o barco europeu se afundar, terá uma assinatura a duas mãos - Merkozy.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Perguntas ao Sr. Presidente Cavaco sobre Oliveira e Costa, Duarte Lima, e Dias Loureiro


Gostava de ouvir o Presidente Aníbal Cavaco Silva falar um pouco sobre estes três senhores. Acólitos, amigos de casa, colegas de partido, de governo e de lideranças, conselheiros e companheiros de aventuras e lutas partidárias, vizinhos de Verão e sardinhadas.
Exmo. Sr. Presidente da Republica,
Tendo em conta tudo o que se tem passado, deixo-lhe algumas perguntas que me têm assolado o espírito, e estou certo que o de muitos portugueses, e que gostaria de ver respondidas, sabendo que jamais isso acontecerá.
1 - Onde pára Dias Loureiro?
2 - Há quanto tempo não fala com ele?
3 - Dias Loureiro foi Conselheiro de Estado. Alguma vez seguiu os conselhos dele?
4 - Não acha estranho que alguém que diz não ter posses e declarar uma miséria ir depor de Jaguar com motorista?
5 - Conseguia emprestar 5 euros a Dias Loureiro para ir ao café, sem pedir fiador na operação?
6 - Se nunca soube absolutamente nada do que se passava no BPN e na SLN, de que falava com esta rapaziada quando se juntavam na vivenda "Mariani"? Agora à distância, não se sente de alguma forma "traído" por lhe terem escondido tanta coisa?
7 - Oliveira e Costa é um bom vizinho no Algarve, ou é daqueles chatos que aparece a dizer que lhe faltou a luz por causa da andorinha que fez ninho na caixa da electricidade e depois fica até se acabar a garrafa de Chivas?
8 - O Sr. Presidente era homem para aplicar 200 mil euros seus numa poupança recomendada pelo seu amigo Oliveira e Costa? (na resposta considerar que este senhor perdeu 275 mil euros com a venda de acções que lhe fez)
9 - Acha que Duarte Lima "despachou" a velha no Brasil? (Se a resposta for não passar à pergunta 11)
10 - O que o leva a crer que sim? Alguma vez viu Duarte Lima ser agressivo com um idoso?
11 - Considera ter azar com os amigos que escolhe ou gosta de se rodear de gente com problemas com a justiça, desde crimes de colarinho branco aos de sangue?
12 - Acha que é injusto o provérbio português "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és" ou concorda com ele?   
13- Esta é minha: Não se sente Ali-Bábá? Estes, e muitos mais que 40, "governaram", "aconselharam", "legislaram" e roubaram milhões ao Povo Português.
Tiago Mesquita, Expresso, 13/09/11

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

"Love Happy" - o último filme dos irmãos Marx

"Love Happy" (que em Portugal teve direito ao ridículo título "Loucos Por Mulheres") é uma divertida comédia realizada por David Miller, em 1949, e protagonizada pelos irmãos Marx. A história (coisa de somenos importância em qualquer película com Groucho Marx e seus compinchas) anda em torno em torno do desaparecimento dos diamantes Romanoff, escondidos numa lata de sardinhas portuguesas, que vão parar a uma companhia de artistas falidos, prestes a estrear um novo musical. 

À semelhança de fitas como "Uma Noite na Ópera" (Sam Wood, 1935), "Love Happy" é um espetáculo dentro de um espetáculo com números musicais e gags mirabolantes, especialmente os solos de Harpo Marx, um genial comediante silencioso. Além disso, o filme tem uma breve, mas fulgurante aparição de Marilyn Monroe, naquela que foi a sua primeira experiência cinematográfica. Só por isso já se justificava o visionamento da presente obra, se bem que há outros motivos de interesse que garantem 90 minutos bem divertidos em frente ao pequeno ecrã. 

Excerto de "Love Happy", de David Miller
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domingo, 4 de dezembro de 2011

Prolegómenos a toda a educação futura (2) - brilhante discurso de Amanda Gurgel

Eis um discurso de uma professora brasileira que põe realmente o dedo na ferida. Não há nem vozes isoladas, nem dirigentes sindicais cá no burgo, que revelem tamanha coragem e frontalidade. Para ouvir e refletir, obrigatoriamente!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Banda sonora para o outono (22)

Para que fique claro: Jorge Palma é o melhor músico português. Responsável por uma carreira que, apesar de nem sempre regular, prima pela coerência, rigor e honestidade, o cantautor nunca fez cedências artísticas; na verdade, Jorge Palma sempre fez o que lhe deu na real gana. Não são muitos os compositores que se podem gabar disso. Acaba de editar um novo disco, "Com todo o respeito", que reúne treze lindíssimas canções a fazerem a ponte entre a música ligeira portuguesa e o rock de inspiração norte-americana. Como bónus, temos dois duetos, um com Cristina Branco ("O mundo e a casa") e outro com Flak ("Mais um comboio", talvez o tema mais bonito do álbum), bem como a primeira colaboração de Palma com o escritor José Luís Peixoto ("Pensámos em nada"). "Com todo o respeito" já tem dois singles: "Tudo por um beijo" (escrito para o filme "A Bela e o Paparazzo", de António-Pedro Vasconcelos) e "Página em branco". Mas há muitos mais pontos de interesse, nomeadamente o belíssimo "Anjos de Berlim" e o melancólico "Imperdoável" (canção com uma das mais memoráveis letras do artista).

"Com todo o respeito" é mais um Palma vintage, banda sonora para todas as estações.

Jorge Palma - "Página em branco" 






terça-feira, 29 de novembro de 2011

Legendar o silêncio icónico (8) - o Egito também somos nós


A ferro e fogo. A expressão é cliché, mas adapta-se na perfeição ao que se tem passado na emblemática Praça Tahrir, no Cairo. Foi ali que começou a revolução do povo e é ali que voltam a surgir os confrontos, na hora de exigir que o poder fique na mão dos civis, uma vez que, desde a queda de Hosni Mubarak, o poder está nas mãos dos militares. De acordo com a Reuters, na luta entre os populares e as Forças Armadas morreram cerca de 40 pessoas.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Banda sonora para o outono (21)

Nos anos 80, Neil Young parece ter pretendido reescrever a história da sua música: compôs um álbum pop-rock mal amado, mas que consegue ser efusivamente brilhante; encenou um revival rockabilly; por fim, foi para a estrada com uma série de veteranos dos estúdios de Nashville, responsáveis por algum do melhor country-rock americano. 

É neste contexto que os complexos arquivos pessoais de Young acabam de libertar o resultado da referida digressão com os International Harvesters, "A Treasure", um desvio por terrenos country, onde material inédito e alguns clássicos da americana são alinhados, num gesto que deve ter servido para Young recarregar baterias para a criação de um novo disco de originais. Todavia, quem, com eu, acompanha atentamente o trabalho do músico canadiano vai adorar explorar esse episódio algo singular na carreira do autor de "Freedom", apesar do pouco impacto que teve no percurso posterior de Young.

Destacam-se como momentos fortes de "A Treasure", as canções "Flying On The Ground Is Wrong" e "Southern Pacific".

Neil Young - "Flying On The Ground Is Wrong"
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Bruscamente no verão passado" - cinema e psicanálise

Agora que está prestes a estrear o novo filme de Cronenberg, "Um Método Perigoso", que vem reatualizar a longa relação entre as teorias de Freud e a ficção cinematográfica, convém recordar um dos mais emblemáticos filmes sobre o perigoso método psicoterapêutico criado pelo médico austríaco. Refiro-me à obra-prima de Joseph L. Mankiewicz, "Bruscamente no verão passado", que adapta a peça de Tennesse Williams (reescrita para o grande ecrã em parceria com Gore Vidal, outro monstro sagrado das letras do século passado).

Catherine Holly é uma jovem que parece estar à beira da loucura, depois de ter presenciado a morte do seu primo, Sebastian, durante uma viagem à Europa. A sua tia, Violet Venable, tenta fazer tudo para esconder a verdade sobre a homossexualidade do seu filho e a forma trágica como morreu, chegando até a tentar que um médico lobotomize a sobrinha de modo a ocultar a verdade. 

A realização de Mankiewicz é de uma modernidade arrepiante (recorde-se que a película é de 1959), sendo ainda hoje capaz de provocar as mentalidades mais conservadoras pelo modo como aborda temas como a homossexualidade, a violação, a antropofagia e, claro está, as psicoterapias. O cineasta decompõe a narrativa numa sucessão de cenas que, progressivamente, vão revelando a verdade. No entanto, o que ainda hoje muito contribui para a grandiosidade do filme é o trabalho dos atores, aqui no auge da sua maturidade artística - refiro-me a Montgomery Clift, Elizabeth Taylor e Katherine Hepburn.

Trailer de "Bruscamente no verão passado"

sábado, 19 de novembro de 2011

"As Mentiras de Locke Lamora" - de Scott Lynch

Nestes tempos cinzentos que prenunciam um futuro, no mínimo, cinzento escuro, o escapismo tornou-se, não apenas uma opção, mas antes uma necessidade. É talvez por isso que a literatura fantástica ganhou um novo fôlego, sobretudo aquela que se dirige ao público adulto, já que no que concerne à literatura infanto-juvenil já há muito que essa vai de vento em popa. 

"As Mentiras de Locke Lamora", do escritor norte-americano Scott Lynch, narra a história de um grupo de ladrões inteligentes e ardilosos, que habitam num espaço e tempo fictícios/alternativos (há por aqui reminiscências da Terra Média de Tolkien), roubando aos ricos mas sem saberem muito bem o que fazer ao dinheiro (o Governo é instável e hipervigilante, pelo que Camorr, a cidade onde vivem os nossos heróis, é um espaço asfixiante e quase claustrofóbico). Todavia, uma guerra clandestina ameaça destruir a própria cidade e o bando de Locke Lamora (conhecido como cavalheiros bastardos, dada a versatilidade do seu líder e o facto de serem órfãos) é lançado num jogo de assassinos e traidores, onde terão de lutar desesperadamente pelas suas vidas. Só mesmo a capacidade de Lamora para se recriar e mentir criativamente os poderá ajudar a sobreviver à guerra iminente.

Dito assim poderá parecer mais um livro de aventuras, o que não faria jus à qualidade literária da obra. É uma história imaginativa, narrada com classe, de um novo autor refinado, que soube encontrar em Charles Dickens, Herman Melville, Júlio Verne, John Steinbeck e, sobretudo, no já mencionado autor de "O Senhor dos Anéis" a devida inspiração.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Banda sonora para o outono (20)

Eis um disco realmente de outono: "Hard Bargain", de Emmylou Harris. Para quem não sabe, trata-se de uma cantora e compositora norte-americana cuja carreira teve início na década de 70. Para quem não sabe, a artista é idolatrada como alguém que surpreende a cada disco novo. Para quem não sabe, Emmylou Harris é a rainha do country, apesar de experimentar constantemente novas sonoridades. Para quem não sabe, é uma cantautora da craveira de Neil Young, Bob Dylan e Leonard Cohen.

"Hard Bargain", o seu mais recente álbum, é mais um trabalho repleto de grandes canções, daquelas que, com toda a certeza, um dia, estarão no panteão dos clássicos do songwriting. Ouça-se "The Road", "Lonely Girl" , "Goodnight Old World" e "Nobody" e perceba-se porquê. Só os corações empedernidos ficarão indiferentes. 

Emmylou Harris - "Goodnight Old World"
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domingo, 13 de novembro de 2011

GNR - 30 anos celebrados no Coliseu do Porto

Foi um concerto festivo, aquele que os GNR deram, ontem à noite, no Coliseu do Porto. A pretexto da recente edição de "Voos Domésticos", disco que revisita trinta anos de canções da banda de Rui Reininho, agora com novas roupagens para algumas canções antigas (consultar post de 4 de setembro de 2011), os GNR estão a comemorar as bem vividas três décadas de carreira com dois concertos nos Coliseus do país. O primeiro foi um autêntico festival de hinos, com uma sala esgotada e um público com genuína vontade de se divertir, recordar tempos melhores e, talvez, esquecer a crise. Reininho, sempre bem humorado, mantém a postura de crooner e a veia de artista de stand up comedy; Jorge Romão continua com a energia dos idos de 80, sempre a saltitar de baixo na mão, reforçando a vertente algo anarquista da banda nos concertos ao vivo; por fim, Tóli César Machado que, com a redução do Grupo Novo Rock a trio, tem-se afirmado, cada vez mais, como um impressionante multi-instrumentista. 

Efetivamente, faço votos para que os GNR continuem a lançar bons discos e a dar concertos por muitos e bons anos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Legendar o silêncio icónico (6)


Ninguém sabe muito bem por que razão o fazem, mas todos os anos, no outono, milhares de estorninhos dançam no crepúsculo sobre Gretna, na Escócia. No entanto, uma coisa é certa: a complexa e misteriosa coreografia destas aves anuncia a chegada do inverno.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Tens a Certeza?" - um pequeno farol para dias cinzentos

Eis um filme ideal para estes dias cinzentos de outono, ainda mais sombrios por causa da crise política e económica na zona euro. Chama-se "Tens a Certeza?" e vem assinado por James L. Brooks, um veterano classicista de Holywood (produtor da série Os Simpsons e realizador de "Laços de Ternura" e "Melhor é Impossível"). Trata-se de uma comédia com tons de melodrama, registo habitual do cineasta, que narra a história de dois personagens a atravessar um momento de crise nas suas vidas; os dois conhecem-se e vão descobrir que a luz ao fundo do túnel está mesmo ali, em frente um do outro.

Não é tão bom quanto "Melhor é Impossível", mas conta com a participação de Jack Nicholson, naquela que é a terceira colaboração entre o mítico ator e James L. Brooks.

Trailer de "Tens a certeza?", de James L. Brooks

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Banda sonora para o outono (19)

Ao sétimo álbum de originais, e após quase duas décadas de carreira, os Incubus assinam a sua obra-prima - "If not now, when?". São 11 belíssimas canções, formalmente depuradas, contendo apenas o essencial: melodias onde a voz de Brandon Boyd e os instrumentos dos seus comparsas são o veículo de emoções sinceras. O disco é resultado do (cada vez mais) rigoroso trabalho de uma banda honesta, que aqui se revela despudoradamente romântica - e isso só lhes fica bem!



Incubus - "If not now, when?"

Banda sonora para o (final de) Verão (47): "O Rapaz da Montanha" - memória e identidade na música de Rodrigo Leão

Em O Rapaz da Montanha , Rodrigo Leão regressa ao formato conceptual que atravessa grande parte da sua obra, desta vez numa dimensão assumi...