quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Legendar o silêncio icónico (29) - o que agita as redes sociais

A fotografia de uma mãe, com o seu bebé em cima das pernas, e a cicatriz de uma cesariana está a dar que falar na Internet. A imagem foi partilhada pela fotógrafa Helen Aller, de Guernsey.
“Não estava à espera que esta fotografia fosse tão partilhada”, pode ler-se na publicação da fotógrafa. Segundo o Daily Mail, a imagem já foi vista mais de 11,5 milhões de vezes e tem cerca de 200 mil likes.
Na publicação, explica que a mulher na fotografia tinha medo de fazer uma cesariana, mas devido a complicações durante o parto, teve de se submeter à cirurgia. Uma operação que acabou por ser mais importante do que alguma vez imaginou. 
“Ela pediu-me para ir ter com ela e tirar esta fotografia, uma vez que o seu pior pesadelo acabou por salvar a sua vida e a do seu filho”. Mas a fotografia, tirada apenas três dias depois do parto, tem recebido tanto elogios como comentários negativos. Há quem a considere repugnante (dizem que é sexualmente explícita) e houve mesmo quem tentasse denunciar a fotografia ao Facebook.
Ainda assim, Helen, que é mãe de duas crianças, explica que a fotografia também tem dado alento a outras mulheres que tiveram de se submeter a uma cesariana. “Muitas disseram que sentiam que tinham falhado. Não tinha noção que era um estigma”, acrescenta. A própria Helen, de 29 anos, está grávida de oito meses e, apesar do sucesso da fotografia, não esconde o receio de ter de fazer uma cesariana. 
[Fonte: Sol, 18/08/15]

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Estado da Nação (11) - o Estado Social, de acordo com o PS

O crítico de televisão Eduardo Cintra Torres afirmou na sua coluna, no Correio da Manhã do dia 14 de junho, que "a RTP paga por uma prestação por semana a Carlos César, do PS, mil euros por mês, mais as viagens. (...) É uma indignidade e um roubo aos contribuintes pagarem para o presidente dum dos maiores partidos fazer a sua propaganda num canal do Estado". Por coincidência, César tinha escrito dias antes, no seu facebook que "é fundamental que o Governo da República invista na RTP/Açores", comentário que acompanhava a sua visita ao canal, na qualidade de político.
[Fonte: Sábado, 18/07/15]

sábado, 8 de agosto de 2015

Estado do Mundo (27) - o século XXI, segundo os regimes de esquerda

Tanto a operação "lava jato", no Brasil, como a Operação Marquês, em Portugal, revelam uma pequena parcela da extensão do que foram os regimes de esquerda durante a primeira década do século XXI. O expansionismo económico dos seus programas políticos serviu como desculpa para obras megalómanas que enriqueceram apenas alguns. Bem conectados a empresas de construção e à banca, os tentáculos da esquerda infiltraram-se em todos os setores das nossas sociedades, formando uma enorme rede de influência que ainda estamos a descobrir. Os efeitos práticos, no entanto, já os conhecemos. Aliás, a quase bancarrota portuguesa de 2011 é um deles!

No entanto, a boa notícia é que a Justiça, após tantos anos de sonambulismo, está finalmente a investigar ativamente figuras sacrossantas da esquerda brasileira e portuguesa. Esperemos agora que os tribunais decidam e condenem com rigor, isenção e imparcialidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A investigação científica, segundo Tim Hunt

"Quando há mulheres no laboratório apaixonamo-nos e quando as criticamos, elas choram."

Tim Hunt, responsável pela afirmação em epígrafe, foi galardoado com o Prémio Nobel da Medicina, corria o ano da graça de 2001. A avaliar pela frase supracitada, o bioquímico converteu-se em humorista, o que, muito provavelmente, terá sido a causa da sua recente demissão da Universidade de Londres. De acordo com Tim Hunt, mulheres e homens cientistas (não necessariamente por esta ordem) deviam trabalhar separados.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Estado do Mundo (26) - mais um apocalipse com data marcada

Muitos sites religiosos têm nova data para o apocalipse: entre 22 e 28 de setembro deste ano. De acordo com alguns (pseudo)teólogos, a Terra será destruída por um asteróide por castigo divino. Neste contexto, o The Mirror revela que alguns sites associam a este evento um exercício das tropas norte-americanas, que irá ter lugar brevemente. A NASA já negou esta possibilidade. Contudo, por cá, António Costa poderia ver no apocalipse a solução para evitar a humilhante derrota que sofrerá nas próximas legislativas.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Estado do Mundo (25) - o poder, segundo o Rei Salman

A Arábia Saudita realizou, no passado dia 15 de Junho, a 100ª execução de 2015, ultrapassando o registo do ano passado (87 condenações à morte). Estes dados colocam o reino saudita a caminho de bater o seu próprio recorde, que é de 192 execuções anuais, há precisamente 20 anos atrás. Segundo o Middle East Eye, os números são culpa do Rei Salman, acusado de confundir a Justiça com o Poder monárquico.

terça-feira, 28 de julho de 2015

So long, Ornette Coleman!

Ornette Coleman faleceu no dia 11 de junho, em Nova Iorque, aos 85 anos, de paragem cardíaca. A grande maioria dos obituários que lhe foram dedicados na imprensa americana não lhe chamou músico de jazz, preferindo nomes mais ousados, como "inovador", "disruptor", "revolucionário" ou "mestre". Isto porque, se a música é uma linguagem com uma gramática própria, Ornette Coleman quebrou de forma vívida e convicta algumas regras dessa gramática, construíndo, ao longo da carreira, novas estéticas no jazz. 

Em 2001, esteve no Barbican Centre, em Londres, para um espetáculo, levando consigo um elenco de rappers, bailarinos, cantores de ópera e músicos tradicionais chineses. Mas ninguém estranhou. Bem pelo contrário! Coleman, que nasceu em 1930, lutara a vida inteira por passar a ideia de que não há fronteiras na música, desde que seja boa. Era a sua marca pessoal.

Este singular saxofonista estabeleceu-se em Los Angeles e conseguiu editar vários discos desrespeitando as regras clássicas de harmonia e ritmo do jazz. Destacam-se os álbuns The Shape of Jazz to Come, Change of the Century e Free Jazz. John Coltrane afirmou em 1961 que os apenas 12 minutos em que tinha estado em palco a tocar com Coleman constituíram "o momento mais intenso" da sua vida. Eclético, Ornette Coleman chegou a gravar com músicos tão díspares como Lou Reed, Yoko Ono e Pat Metheny. Em 2007, recebeu o Prémio Pulitzer com o histórico álbum Sound Grammar e um Grammy pela carreira.


domingo, 26 de julho de 2015

A vida entre parêntesis - Capítulo 3 (sementes numa mini-maratona)

José Lucas irritava-se com a contemporânea obsessão pelo desporto e pela boa forma física. Parecia que vivíamos numa época de não-morte e de culto da vida eterna. Que não se confundisse isto com uma espécie de ritual apolíneo nem tampouco com espiritualidade. Não, a fixação consumista era mesmo com o culto do eu. O self. As selfies. Pobre vocabulário reinventado.
As maratonas - que agora assumiam a forma de minis e meias - pareciam competir com os festivais de música: começaram timidamente até dominarem a publicidade, invadirem praças, parques naturais e baldios.
Incomodava-o ver novos, velhos, deficientes motores, doentes (quase) terminais, todos sorridentes, em calções, a caminhar aos encontrões, a correr ou a serem empurrados como se se tratasse somente de um passeio relaxante. E a morte uma eterna coisa adiada.

(Esta gente julga que não vai morrer. Porventura, acham  que um ou dois anos mais de vida significa alguma coisa na Grande História Universal. Ou na História Cósmica. Estas pessoas levam-se demasiado a sério. Sobrevalorizam-se. Ou, como diria o meu avô, esta gente pensa que vai ficar cá para semente.)

Após vencer a maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, sempre que José Lucas via o Carlos Lopes como convidado em programas de televisão ou como rosto da publicidade a uma marca de iogurtes, ficava impressionado com o ar pouco saudável que o antigo atleta aparentava. Parecia alguém que, após anos de privação alimentar forçada, inchara à custa de bom vinho e de duas doses de cozido à portuguesa por refeição.

(Fazia-lhe bem umas caminhadas. Ao Carlos Lopes. Digo eu!)

terça-feira, 21 de julho de 2015

"House of Cards" - a corrupção democrática

O sistema político norte-americano apresenta incontáveis diferenças em relação ao nosso. Trata-se de uma república democrática, é certo, mas com muitos e distintos Estados, e outros tantos Governadores, além de se tratar de um regime presidencialista; todavia, na sua essência é uma democracia similar à nossa, a mais antiga e - talvez - exemplar. Na verdade, o republicanismo norte-americano deu ao mundo figuras modelares da importância de Lincoln, Roosevelt ou Kennedy. Figuras inspiradoras. Father figures.

Mas na era dos mass media e dos sound bites, a democracia partidária já passou há muito a idade da inocência. House of Cards, a série produzida por David Fincher para o Netflix (em Portugal passa no TV Séries), recorda-nos os fundamentos da descrença na democracia representativa. Representativa de quê? De interesses pessoais; de lobbys (políticos, económicos, empresariais, que se servem do manto de sinceridade de algumas ONG para servirem monopólios e altos interesses financeiros); de chicana político-partidária (dentro de um partido ou Governo constrói-se e destrói-se a imagem pública de alguém ao ritmo de um estalar de dedos); de gente que se serve em vez de servir a coisa pública; de traições e deslealdades.

Em boa verdade, House of Cards é um ensaio sobre o poder político e aquilo que ele faz aos homens. À semelhança de uma tragédia shakespeariana, a sede de poder corrompe e corrói o melhor (e, por isso mesmo, o mais frágil) da essência humana. O Mal impera e jamais será vencido pelo Bem ou por uma ideia platónica de Justiça.

Pode o Presidente da República ser um corruptor assassino? Sim. E ninguém melhor do que Kevin Spacey para o representar.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

[formas de viver]

quantos refugiados há por esse mundo!
gente sem país, carente de pertença
descalços sobre terra quente e deserto abrasador
temem pelo futuro dos seus filhos
desejam-lhes uma vida melhor.

quantos refugiados há por esse mundo!
gente com língua mas sem pátria
amontoados em botes, embarcações sem bússola ou capitão
em campos sem fronteiras
aceitam tendas como casas, hospitais e escolas.

quantos de nós se sentem como eles?
quantos de nós também se sentem refugiados?

casas, carros, férias, hotéis, hipotecas,
         workshops, formação contínua,
         melhores salários, crise económica,
         euro, dólar, capitalismo, democracia,
         o colega competente, o colega incompetente,
         a nota abaixo da média.

- aqueles refugiados também somos nós.

Rui Louro Mendes

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A vida entre parêntesis - Capítulo 2 (O Pensador)


Entrou no café, pensativo. Não fosse o estabelecimento chamar-se O Pensador e José Lucas sentir-se-ia um estranho. Estrangeiro. Alienado. Estranho estrangeiro alienado. Em boa verdade, também ali ninguém ousava pensar.

(Até n' O Pensador!)

Sentou-se. Pediu um café. Acendeu um cigarro. Na televisão um par de apresentadores, histéricos, discutiam com um psicólogo os motivos de um crime passional ocorrido no Seixal. O empregado serviu-lhe o café.

(Pode levar o pacote de açucar.)

Com a pequena colher, mexeu o café, hábito que adquirira dos tempos em que costumava pôr um pouco de açucar.
Lá fora, começou a chover.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

[sinestesia]

a José Tolentino Mendonça
  
desvios locais
não são formas
não são sinais 
fontes de perigo
em perpétuos romances
de líbido renascida.
perfumes, odores vários,
perversa sinestesia,
tempo de mármore
petrificado
em esculturas de desarmonia.

desvios locais,
cuidado com os animais!
presos ao seu instinto
em cruel desatino
tontos de obsessão
deixam suas crias em desamparo
vão à caça
guiados pelo olfato
primária vocação
de quem à natureza se entrega.

Rui Louro Mendes

terça-feira, 7 de julho de 2015

Estado da Nação (10) - Costa, o improvável


Alguém ainda acredita na sinceridade e no rigor das promessas de António Costa? Haverá ainda quem considere que o programa de Governo do PS é constituído por propostas que Costa e seus parceiros pretendem efetivamente concretizar? Alguém acredita que Costa esteja convencido de que tem uma alternativa para o País? Já agora, alguém acredita que o anterior primeiro-ministro de Portugal está a ser vítima de uma conspiração política injusta e infundada?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Gotham" - a infância de Bruce Wayne

Inspirada em personagens do universo da DC COMICS, sobretudo cúmplices e vilões da saga Batman, Gotham não é a experiência televisiva ousada que prometia ser, sendo antes uma produção de cariz clássico com bons, maus e vilões, que cumpre os pergaminhos necessários ao acolhimento positivo por parte de público e crítica. A primeira temporada termina de forma interessante, mas os 23 episódios que a constituem podiam ser mais góticos. Mas, para isso, teríamos que ver o nome de Tim Burton associado a esta prequela das aventuras de Batman.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Banda sonora para o Verão - Steven Wilson: "Hand. Cannot. Erase."


Aviso à navegação: o novo álbum de Steven Wilson é uma obra de arte. Concetual, como convém na obra do rocker britânico, Hand. Cannot. Erase. é uma peça única na história da música popular. Inspirado na história verídica de uma mulher que terá estado morta durante três anos no seu apartamento, numa cidade do interior de Inglaterra, sem que ninguém tivesse dado pela sua falta, o disco tem a alma de um ser maior. Conselho a quem não está familiarizado com o universo dos LP concetuais: comece por ouvir  Perfect Life, Happy Returns e a canção-título. Esta era de música enlatada e de canções soltas dificulta o treino da sensibilidade. Mas, como diria Pavlov, o exercício apura o gosto estético. Para os mais exigentes, aconselha-se a compra da edição em vinil.


quinta-feira, 25 de junho de 2015

"Spy" - lixo cinematográfico de Paul Feig

A comédia é um dos géneros fundadores da narrativa cinematográfica tal como a conhecemos. Género popular por excelência, deu ao mundo obras-primas assinadas por autores maiores: Charles Chaplin, Buster Keaton, Preston Sturges, Billy Wilder, Ernst Lubitsch, Blake Edwards, John Landis. E ficamos por aí. Os grandes autores de comédia desapareceram há décadas. 

Paul Feig foi responsável pela comédia "A Melhor Despedida de Solteira", película que cumpria os seus propósitos graças a uma atriz secundária. A mesma que agora protagoniza "Spy".

Lixo cinematográfico. Filme-veículo para a comediante norte-americana do momento, Melissa McCarthy. Enquanto der para capitalizar a sua popularidade continuará a fazer filmes que não deixarão rasto e, provavelmente, em menos de uma década a atriz será esquecida.

[Sugere-se a revisão de "48 horas", de Walter Hill, "Os Ricos e os Pobres", "Um Princípe em Nova Iorque", ambos de John Landis, e "Os Reis da Noite", de Eddie Murphy, para entender a razão por que Eddie Murphy ainda não foi esquecido.]


quarta-feira, 24 de junho de 2015

A vida entre parêntesis - Capítulo 1 (Jesus na Grécia)


Quando, finalmente, conseguiu um lugar para se sentar, na parte de trás do autocarro, José Lucas esforçava-se por não pensar mais naquele assunto que o atormentava desde o dia anterior.

(Poderia a Grécia sair da Zona Euro?)

Escutava com atenção as conversas à sua volta e não entendia a indiferença das gentes de Lisboa. E se era assim na capital, como seria no resto do país?...
Não, José Lucas nunca lidara bem com a indiferença perante o que é realmente importante: as pessoas, as famílias, o cidadão, a microeconomia, a justiça, o outro.

(O que aconteceria se a Grécia não chegasse a acordo com o Eurogrupo?)

O conformismo, a obediência passiva a patrões e burocratas incomodava-o ao ponto de lhe tirar sono. Na última noite não pregara olho.
Quando saiu do autocarro pegou num dos jornais gratuitos do expositor junto à paragem. Leu o título em destaque.

(Jesus já prepara a nova época no Sporting).

domingo, 21 de junho de 2015

Banda sonora para o Verão - A Secret River: "Colours of Solitude"


Segredo bem guardado no sul da Suécia, A Secret River é música composta com todos os sentidos. Fazendo (novo) uso de harmonias clássicas do rock progressivo mais melodioso, a banda nórdica assina Colours of Solitude, um disco onde o todo é mais do que a soma das partes. É música para sonhos bucólicos com a luz de um fim de tarde de verão.



quinta-feira, 18 de junho de 2015

"Mad Max: Estrada da Fúria" - o regresso de George Miller

O novo capítulo da saga pós-apocalíptica Mad Max é um extraordinário delírio visionário de um cineasta que, aos 70 anos, assina um filme de ação movido a energia adolescente e savoir faire de autor veterano.

Na verdade, George Miller parece ter sentido saudades do cinema instintivo da trilogia protagonizada por Mel Gibson há 30 anos atrás. Como se trata de uma prequela do capítulo produzido em 1985, Tom Hardy assume com competência o lugar do ator australiano ladeado por uma insólita companheira de luta de olhar intenso e alma ferida (Charlize Theron como nunca a tinhamos visto).

O futuro segundo Miller é assim: um lugar inóspito, abrasador, desértico, quase irrespirável, mutante, em tumorização, pós-anarquista, pós-darwinista, onde a força bruta garante o poder, que é o mesmo que dizer água e gasolina.

"Mad Max: Estrada da Fúria" é o melhor e mais ousado filme de ação desde o irrepetível "Streets Of Fire", orquestrado por Walter Hill em 1984.


domingo, 4 de janeiro de 2015

"Interstellar" - um Kubrick para o século XXI

Não chega a ser uma obra-prima (sobretudo, se tivermos em conta o final algo apressado, deixando algumas pontas soltas na interessante narrativa), mas Interstellar é, por enquanto, o melhor herdeiro de 2001 - Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. A película de Christopher Nolan é um filme profundo e visionário, que só não se aproxima da obra anterior devido às cedências, por vezes, lacrimejantes como garantia do pathos e do apelo às massas. Tivesse um pouco mais da ousadia do cineasta britânico e Interstellar seria um tratado filosófico sob a forma de sétima arte. Ainda assim, é, juntamente com Insomnia (2002), o melhor filme de Nolan.

Banda sonora para o (final de) Verão (47): "O Rapaz da Montanha" - memória e identidade na música de Rodrigo Leão

Em O Rapaz da Montanha , Rodrigo Leão regressa ao formato conceptual que atravessa grande parte da sua obra, desta vez numa dimensão assumi...