De origem pagã, o Natal celebrava inicialmente o Solstício de Inverno, a noite mais longa no Hemisfério Norte. A celebração cristã do Natal só foi instituída após a formação da Igreja Romana (século IV d.C.) pelo Papa Júlio I, isto apesar de não ser conhecida a data exacta do nascimento de Cristo, substituindo assim a veneração ao deus Sol - a contagem do tempo tal como a conhecemos no calendário actual existe apenas desde 1582.
A árvore de Natal, o presépio, os Reis Magos, o Pai Natal, os presentes e a tradicional ceia são os símbolos que enquadram a época natalícia. Durante o Advento somos invadidos pelo espírito natalício e valores como o Amor Fraterno, a Amizade, a Solidariedade e a Generosidade tornam-nos mais altruístas. No entanto, a tradição já não é o que era e há muito que a celebração da Natividade deixou de ser apenas uma comemoração em que se reúne toda a família, uma vez que o consumismo tomou conta da época. Centros comerciais decorados a preceito e apinhados de gente, são, infelizmente, a imagem (quase total) do Natal contemporâneo.
Não esqueçamos, todavia, que o Natal é a época em que a Solidariedade, a Amizade, o Amor incondicional e a Luz se tornam mais presentes. Que neste Natal o absurdo dos preconceitos, amarras e muros interiores se desmoronem. Ou, pelo menos, que cada um de nós destrua mais um tijolo do muro.
"God Rest Ye Merry Gentlemen" - Annie Lennox
"God Rest Ye Merry Gentlemen" - Annie Lennox

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