Foi ontem, mas também pode ser hoje e sempre. O Dia Internacional Para a Eliminação da Pobreza e da Exclusão Social (todos os anos no dia 17 de Outubro) foi instituído pelas Nações Unidas, em 22 de Dezembro de 1992, para nos lembrar, a todos nós que temos pão na mesa e um teto para nos abrigar, da existência de uma legião imensa de famintos, sem-abrigo, sem acesso à educação e a uma vida condigna.
Se até aqui, quando se falava em fome e miséria, o que primeiro nos vinha à memória eram as imagens de crianças africanas inanimadas e de corpos engelhados devido à subnutrição, ou dos meninos de rua nascidos nas favelas brasileiras, hoje o problema é cada vez mais global. Não que em África ou Brasil o problema tenha sido resolvido - ele subsistirá enquanto imperar a hipocrisia e a conversa fiada -, mas a verdade é que a falência económica do Ocidente tem vindo a criar novas bolsas de pobreza, miséria e exclusão social na Europa e América.
Convém, por isso, recordar que as boas intenções, assim como as ações de solidariedade, mesmo que em número considerável, serão sempre insuficientes.

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