Patriarca dos cantautores, poeta por excelência, vencedor do Pulitzer, um dos candidatos ao Prémio Nobel da Literatura (há quem diga que este ano vai parar às suas mãos), trovador folk e blues carregado de aspereza na voz, músico rock incontornável, ativista político (mesmo que sempre tenha recusado tal epíteto), vencedor de um Óscar, Bob Dylan é tudo isto e muito mais. A sua vida já deu um fabuloso documentário assinado por Martin Scorsese; a sua obra inspirou ícones como Bruce Springsteen; as suas composições têm contribuído para a luta pela defesa dos Direitos Humanos. O mundo comemora este ano o simbolismo de 50 anos de carreira do músico maior do século XX, aproveitando o lançamento do seu 35º LP, "Tempest". E que disco, senhores!
Para quem ainda estiver na disponibilidade de escutar repetida e concentradamente um disco, facilmente se deixará levar pela gentileza melódica de "Duquesne Whistle", a sinceridade crua de "Pay In Blood", o romantismo de "Scarlet Town", a nostalgia trágica do tema-título (ode centenária ao Titanic) e o saudoso abraço de "Roll On John" (canção para relembrar outro ícone do século passado, o enorme John Lennon).
"Tempest" está aí para quem quiser perceber por que Bob Dylan vai ganhar o Nobel e por que será o artista mais celebrado deste fim de ano.
Bob Dylan - "Duquesne Whistle"

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