O que se passaria na cabeça de Mark Jones quando, em 1993, arregaçou as mangas para escrever e dirigir Leprechaun, um terrível filme de terror (?), tão mau, mas tão mau, que é um espetáculo de humor (quase sempre) involuntário.
Tudo é funesto em O Duende, desde o argumento (uma péssima coleção de clichés), passando pelas personagens e pela hilariante caracterização dos atores, até aos efeitos especiais, que não seiam desdenhados por Ed Wood.
No meio de uma película tão atabalhoada sobram inúmeras cenas de antologia na história da patetice cinematográfica: as tintas na roupa da equipa de trolhas, o deficiente mental defendido por Mark Hilton, o corte de cabelo de Ken Olandt, os cenários da loja de penhores, a fuga no automóvel guiado pelo duende, as teias de aranha na casa assombrada...
O Duende deu origem a cinco sequelas, por sinal tão boas quanto o primeiro tomo.

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