Contista, romancista, ensaísta e guionista, Rubem Fonseca já há muito que convive com o estatuto de um dos mais originais prosadores brasileiros contemporâneos. De resto, em 2003 ganhou o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa.
As suas Histórias Curtas (Sextante Editora, 2016) são constituídas por 38 narrativas velozes e sofisticadamente urbanas, cheias de violência, erotismo, irreverência e construídas num estilo elíptico, quase cinematográfico. Lêem-se num ápice, com prazer.
Contudo, convém fazer um aviso à navegação: nem todos os leitores aguentam este nível de violência (crua é a palavra certa) e aceitam o sentido de humor (negro, há que dizê-lo sem pudor) tão característico e comum à prosa de Rubem Fonseca.

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