quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"Fronteira(s)" - terror em estado puro


Hesitei no título desta crónica: na sequência de outros posts que aqui registei, pensei em chamar-lhe "(re)visões sobre a 2ª Guerra Mundial". No entanto, dado o género que o filme quer assumir, optei pelo presente título.

Em 2007, um bando de ladrões aproveita-se dos tumultos que assolam as ruas de Paris para fazer um assalto. Durante a fuga, e com a polícia no seu encalço, o grupo divide-se e alguns dos seus membros refugiam-se num motel barato, situado num local isolado perto da fronteira, sem saberem que se tornaram hóspedes de uma família de canibais neo-nazis, ansiosos por uma nova ordem mundial. O teste de sobrevivência dos landrões começa e, sujeitos a todos os tipos de mutilação e tortura, vão aprender a revalorizar a democracia.

Xavier Gens, o autor de "Fronteira(s)", contextualiza a acção do filme nas eleições presidenciais francesas, colocando em confronto a ala conservadora e a extrema-direita, facto que concede à película caução social e política. Além disso, o vilão da história (conhecido como o pai) é um ex-oficial nazi que, aparentemente, vive em França sob disfarce. No entanto, sendo este um filme de excessos, violento e visceral, o essencial a reter é aquilo a que se propõe, a saber: ser uma obra de terror em estado puro, que assusta e provoca o espectador, pretendendo transpor o(s) limite(s) (ou fronteiras) do pudor de quem a ela assiste.

Trailer de "Fronteira(s)", de Xavier Gens




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