No mundo urbano
do século XXI, tanto em países ricos como em países pobres, precisamos que tudo
seja rápido, desde o nascer do dia até ao cair da noite. Pensemos sobre há quanto
tempo não contemplamos a aurora ou o anoitecer com o devido vagar. E, a seguir,
tomemos consciência do quanto isso nos faz falta. Será que a forma como vivemos
corresponde ao modelo de vida que desejamos? Poderá a voragem dos dias proporcionar
sentido para a existência?
A reflexão, seja sob a forma de introspeção ou de pura meditação, exige lentidão. O mesmo acontece com tudo aquilo que nos dá mais prazer: degustar um delicioso prato de comida, visitar um museu, ver um bom filme, ouvir um disco do princípio ao fim, amimar as pessoas que amamos, contemplar uma paisagem natural e até descansar. Tudo isto são prazeres superiores que nos fazem sentir vivos e dão propósito à existência. Ou, pelo menos, proporcionam encontros com sentido. Dito de outro modo: todas as experiências pessoais positivas contribuem para encontrar um sentido, uma orientação ao afirmarem-se como o Norte da nossa bússola interior.
Proponho ao leitor que faça uma pausa e ouça a canção Do meu vagar, composta por Rui Veloso e Carlos Tê. Atente na letra e, depois, reflita.

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