
De acordo com um gráfico do Centro Britânico de Pesquisa do Clima Hadley, um grau por zona e quatro graus mais quente e a Terra seria um lugar inóspito. Segundo a previsão do painel intergovernamental sobre mudanças climáticas (IPCC), sem contramedidas este cenário poderá tornar-se numa realidade no final do século.
O descongelar das zonas frias faz derreter as planícies Tendra desde o Alasca até ao Canadá e à Rússia. Do chão congelado saem gases com efeito de estufa que podem acelerar o aquecimento global.
O derreter do gelo faz subir o nível médio do mar em 53 centímetros e dar força aos ciclones e furacões. As inundações de Nova Orleães podem desalojar 350 milhões de pessoas.
Perto dos glaciares perder-se-á um importante armazenamento de água. Vinte e três por cento dos chineses estarão dependentes durante as secas de água descongelada proveniente dos Himalaias.
As secas poderão aparecer em dobro do que acontece nos dias de hoje. Principalmente na América do Sul, no Sul de África e na Ásia central os rios poderão ter menos 70 por cento de água.
Na Argentina e no Brasil poderão cair para metade as colheitas de soja, milho e trigo. Nos trópicos e subtrópicos cada grau reduz os rendimentos de 2,5 a 16 por cento.
A malária é encontrada nas zonas de grande altitude em África e as doenças transmitidas pela água contaminada estão a aumentar. Vagas de grande calor podem também matar na Europa central.
Os mexilhões terão dificuldade em formar as conchas calcárias e, em águas mais quentes, morrerão os corais.
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