
Eis um filme que reúne todas as condições para se tornar um objecto de culto: uma jovem realizadora, sem vedetas, com uma estética arty e passou quase despercebido nas salas de cinema. Além disso, convém assinalar que se trata de uma obra-prima.
A película conta a história de uma mulher que no mesmo dia em que descobre que, devido a um cancro inoperável, restam-lhe dois meses de vida, é despedida da empresa onde trabalha e o companheiro termina a relação. Desesperada, decide gastar todo o dinheiro que lhe resta no aluguer de um apartamento de luxo, desfrutando dos últimos dias de vida em solidão. É então que se lembra de um sonho de infância ainda por concretizar: aprender a tocar guitarra. A concretização desse desejo vai alterar o que parecia ser o seu destino inevitável.
Através do olhar delicado da cineasta - Amy Redford - entramos na pele da personagem principal e sentimos tudo o que ela sente. A direcção de fotografia é sublime, captando com delicadeza os espaços interiores onde grande parte da acção decorre - o apartamento e o universo interior da personagem. Amy Redford prova que não são necessárias muitas palavras e diálogos para contar uma boa história e captar a atenção do espectador. Neste ponto, é de destacar a interpretação soberba de Saffron Burrows, atriz plena de recursos dramáticos e, normalmente, subaproveitada. Neste filme tem o papel da sua vida.
Trailer de "The Guitar", de Amy Redford
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