
Os filmes de terror constituem hoje uma das maiores apostas da indústria cinematográfica de Hollywood. Se outrora o género estava consignado a filmes low budget ou série B, hoje o investimento dos estúdios é proporcional a grandes épicos de aventura e repletos de efeitos especiais. Compreende-se porquê: uma percentagem considerável do público, sobretudo norte-americano, são adolescentes, sendo a estes que a maioria dos filmes de terror se dirige. Há, claro, excepções: cineastas como John Carpenter, Dario Argento e George A. Romero são verdadeiros autores de culto entre os cinéfilos mais aficionados. Mas esses herdaram o espírito e as marcas autorais de Roger Corman, produtor e realizador de alguns títulos incontornáveis em qualquer análise da história do cinema.
Isto vem a propósito de "Ruínas", objecto curioso realizado por Carter Smith. Narra a história de quatro jovens americanos que, prestes a terminarem umas curtas férias no México, decidem explorar um templo maia que não vem nos mapas turísticos da região. Ao ficarem encurralados por uma sinistra tribo descendente do povo maia, apercebem-se que dificilmente escaparão à maldição que habita o templo.
"Ruínas" vai insinuando o medo que se vai instalando nos personagens e, por consequência, no espectador. Não abusa de efeitos visuais e sonoros nem recorre à violência gratuita. Prefere, pelo contrário, centrar-se no drama vivido pelos personagens e, através do espaço onde os enclausura, criar uma atmosfera claustrofóbica. Não está à altura das obras de Carpenter, mas resulta durante os seus 90 minutos de duração. Vê-se, desfruta-se e esquece-se.
Trailer de "As Ruínas", de Carter Smith
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