
"A Última Casa à Esquerda" é o remake de um clássico do cinema de terror da autoria de Wes Craven, cineasta de culto que assinou obras como "Pesadelo em Elm Street" e a trilogia "Gritos". Agora revisto por Dennis Iliadis, o filme em análise é uma colagem de lugares-comuns com uma ou outra adaptação do original aos novos tempos, mas sem um único rasgo de criatividade que justifique a revisão da matéria dada.
Bem sei que este é um sinal dos tempos que afecta, sobretudo, os filmes de terror: é hoje uma tendência dos estúdios de Hollywood - desde que Gus Van Sant fez copy/paste de "Psico", de Alfred Hitchcock - recriar os clássicos deste género (o mesmo aconteceu recentemente com "Massacre no Texas" e "Sexta-Feira 13", para dar apenas dois exemplos de reciclagem da matéria cinematográfica). No entanto, a pergunta torna-se inevitável: porque não repôr, em cópias restauradas, os filmes originais, tal como aconteceu, há alguns anos atrás, com "O Exorcista", de William Friedkin?
Talvez a resposta à questão enunciada esteja na tentativa de adaptar as narrativas já filmadas aos critérios estéticos do público-alvo deste género de filmes, a saber: os adolescentes do século XXI, que, habituados ao zapping televisivo, não suportam planos com mais de dois ou três segundos de duração.
Quanto à sinopse do filme... Bom, como dizia o saudoso Lauro Dérmio de Herman José, "let's look at the trailer"!
Trailer de "A Última Casa à Esquerda", de Wes Craven
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