
Philip Roth é um dos melhores escritores contemporâneos. Para muitos, ele é o maior vulto de sempre da literatura norte-americana. Para mim, juntamente com Norman Mailer, Philip Roth é o mais interessante romancista do mundo ocidental da segunda metade do século XX. Para aqueles que, mesmo depois de saber isto, ainda não estão convencidos recomendo a leitura da obra "A Mancha Humana".
O filme que dá o mote a esta crónica adapta o livro "O Animal Moribundo", escrito pelo mesmo autor.
"Elegia" conta a história de um professor de meia-idade, também crítico literário com dois programas semanais na televisão e na rádio, que se apaixona por uma aluna de vinte e quatro anos. A beleza da jovem vem abalar a independência afectiva que o professor sempre cultivou. Ao mesmo tempo, a relação amorosa intensa e apaixonada que vai desenvolver pela sua aluna fá-lo reavaliar as noções estéticas que construiu ao longo da vida. De facto, à semelhança do romance de Philip Roth, o filme de Isabel Coixet assume-se como uma reflexão em torno da beleza, do amor, do sexo, do casamento, da pintura, da literatura e da morte enquanto indagações fundamentais da existência e inspirações para a criação artística. Uma reflexão que resultou numa película belíssima, na qual se destacam dois actores em estado de graça: Ben Kingsley e Penélope Cruz.
Trata-se, no fundo, de um filme romântico, maduro, apaixonado, construído com a alma de uma cineasta a ter em conta.
Trailer de "Elegia", de Isabel Coixet
Vale muito a pena, de facto, conhecer este filme.
ResponderEliminarSaudações cinéfilas.